Os trabalhadores de, aproximadamente, 16 empresas estão parados, garantiu o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC

Os trabalhadores de, aproximadamente, 16 empresas estão parados, garantiu o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Rafael Marques. Às 7h10, o sindicalista encerrou a sua segunda assembleia para início da greve de 24 horas, na porta da Magna Cosma, em São Bernardo. O primeiro encontro com 1.800 de Diadema ocorreu às 6h.

A data base da campanha salarial dos metalúrgicos foi no dia 1º de setembro. Os sindicatos patronais e a FEM/CUT-SP (Federação dos Sindicatos dos Metalúrgicos da Central Única dos Trabalhadores no Estado de São Paulo) negociam o acordo coletivo para o Estado. Todas as propostas das empresas, até agora, foram rejeitadas. Por isso, os trabalhadores paralisaram as produções como uma forma de pressão. Eles querem que os empresários da região contribuam para que os patronais ofereçam reajuste interessante aos metalúrgicos.

A categoria pede reajuste salarial com reposição da inflação mais aumento real de 2%. Cerca de 8.000 trabalhadores de São Bernardo, Diadema e Ribeirão Pires estão parados. Amanhã não haverá greve. O sindicato vai planejar os próximos passos da mobilização. Também haverá reunião entre a FEM/CUT-SP e o Grupo 3 (autopeças, forjaria e parafusos) na sede do Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores).

Na sexta-feira, alem de nova paralisação de 24 horas em grupo de empresas no Grande ABC, o sindicato se reunirá para traçar a estratégia da semana que vem. Marques prevê nova greve de 24 horas para segunda-feira. 

 

Fonte: Diário do Grande ABC