Em Santo André, o Dia Nacional de Luta, organizado pelas centrais sindicais, recebeu apoio de grupo do MTST (Movimento dos Trabalhadores sem Teto) da cidade

 Em Santo André, o Dia Nacional de Luta, organizado pelas centrais sindicais, recebeu apoio de grupo do MTST (Movimento dos Trabalhadores sem Teto) da cidade. Cerca de 200 pessoas protestaram de forma pacífica nas proximidades do Terminal Vila Luzita por três horas na manhã de ontem. Além de fechamento das principais vias do entorno, como as Avenidas Capitão Mário Toledo de Camargo e Dom Pedro I, houve interrupção da circulação de ônibus pelo terminal por cerca de meia hora.

 A concentração dos manifestantes ocorreu por volta das 7h no cruzamento das Avenidas Capitão Mário Toledo de Camargo e Dom Pedro I. Com gritos típicos do movimento, coreografias e organização, o grupo cobrou investimento nas áreas de Saúde, Educação e transporte público.

 A partir das 8h30 já foi possível observar fila de ônibus parados na Avenida Dom Pedro I sentido Centro. Os manifestantes abordavam os passageiros e os obrigava a desembarcar. “Estou tentando ir trabalhar, mas já avisei minha patroa que vou chegar mais tarde”, observa a empregada doméstica Maria Aparecida Barros Correa, 50 anos. Após descerem dos coletivos, a população seguia a pé até o ponto de ônibus mais próximo à espera da liberação da via.

 À tarde, por volta das 14h, o Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e de Mauá e outras entidades ligadas à Força Sindical fizeram manifestação em frente à sede da entidade e seguiram até o Paço de Santo André. No momento de maior adesão, o ato contou com cerca de 500 pessoas.

 “A intenção deste ato não era atrair multidões – tanto que não paramos fábricas – e, sim, chamar a atenção das pessoas para a nossa pauta de reivindicações. Tem caráter quase simbólico”, diz o vice-presidente do sindicato, José Braz Silva, o Fofão. Ele diz que a mobilização forte deverá ocorrer mais perto da data base da categoria no fim de setembro.

 Já no Paço Municipal de Santo André, o ato ganhou a adesão do prefeito Carlos Grana (PT). 

Fonte: Diário do Grande ABC