SindMetal já iniciou as negociações da Campanha Salarial deste ano

O Sindicato dos Metalúrgicos de Jaguariúna (SindMetal) já iniciou as negociações da Campanha Salarial deste ano. As pautas de cada setor produtivo foram entregues aos sindicatos patronais no último dia 20, em São Paulo, para serem discutidas nas primeiras rodadas de reuniões, agendadas para outubro. A data-base dos metalúrgicos é 1º de novembro. A campanha envolve mais de 10 mil trabalhadores em centenas de fábricas da região.

O sindicato avisa que atuará fortemente na cobrança dos empresários, para que revertam em ganhos reais aos trabalhadores toda a dedicação exercida dentro das indústrias de Jaguariúna, Pedreira, Amparo, Serra Negra e Monte Alegre do Sul.

A novidade é que, a partir deste ano, o SindMetal fará uma negociação direta com os grupos patronais, atuando em conjunto com os sindicatos dos metalúrgicos de Itatiba e de Birigui. O objetivo é somar forças com essas entidades para garantir resultados melhores aos trabalhadores, colocando em pauta as reivindicações mais urgentes e específicas da categoria de cada localidade.

“O sindicato é o instrumento de cobrança que o trabalhador tem para chegar até o empresário e assim apresentar seus pedidos. Nada acontece de forma simples e fácil, mas com muito diálogo e principalmente mobilização dos trabalhadores. Vamos negociar juntos buscando convencer os patrões a atender as reivindicações da categoria”, afirma José Francisco Salvino, o Buiú, presidente do SindMetal.

Além do aumento real (reajuste acima da inflação), a campanha salarial dos metalúrgicos deste ano tem uma série de bandeiras de luta. Estão presentes na pauta itens prioritários, como: redução da jornada de trabalho sem diminuição de salário, inclusão e ampliação de direitos e benefícios sociais, valorização de 20% do piso salarial, fim das terceirizações e das demissões sem motivo, entre outros pontos considerados fundamentais para a melhoria da qualidade de vida e trabalho da classe trabalhadora.

Pensando na mulher trabalhadora e em seus direitos, o SindMetal também vai continuar cobrando a regulamentação, em todas as indústrias metalúrgicas da região, de uma licença-maternidade de 180 dias para todos os grupos de empresas.

O mesmo será feito com a jornada de trabalho, reforçando a mobilização nacional de todas as centrais sindicais para que seja reduzida a 40 horas semanais. Sobre o faturamento das empresas, o sindicato vai reforçar a importância de se conceder a PLR (Participação nos Lucros e Resultados) a todos os trabalhadores e de todas as categorias. “Uma indústria não cresce e tem rendimento sozinha, sem seus trabalhadores. A PLR é um direito de todo profissional”, diz Buiú.

Os sindicatos negociarão também a concessão de plano de saúde para todas as categorias, assim como seguro de vida, além de qualificação e requalificação profissional, para a atualização constante dos trabalhadores às novas tecnologias do mercado.

“O momento é de mobilização em cada fábrica. Os patrões vão alegar crise, baixa produção e todo tipo de choradeira. Somente reforçando nossa luta poderemos sair mais uma vez vitoriosos e com nossas reivindicações atendidas”, conclui o presidente do SindMetal. 

 

Fonte: Mundo Sindical