Reunião da categoria com empresa não chega a acordo e paralisação é mantida

Trabalhadores da Central Metalúrgica Catalana (CMC) e da Central Catalana Metalúrgica (CCM) de Catalão, no interior de Goiás, que reivindicam o Plano de Lucros e Resultados (PLR) e pagamento de hora extra estão em greve, desde a manhã de segunda feira (9). O movimento atinge as mineradoras da cidade e outras multinacionais como a John Deere, a quem as duas empresas prestam serviço. Até por volta de meio-dia de ontem, nem a CMC nem a CCM entrou em contato com sindicato para apresentar alguma proposta.

Os trabalhadores, de acordo com o presidente da Força Sindical em Goiás, Rodrigo Carvelo (Rodrigão), estão dispostos a permanecer no local até as reivindicações serem atendidas. “A união do trabalhador é o ponto crucial na queda de braço com o patrão. A empresa mostrou desinteresse em negociar com o trabalhador, isso demonstra que ela não se preocupa em resolver os problemas” disse Rodrigão.

Apoio

Segundo o presidente do Sindicato Metalúrgico de Catalão e do Sindicato da Construção Civil (Simecat), Carlos Albino, o acordo coletivo da CMC está atrasado desde novembro do ano passado e os trabalhadores estão esperando uma resposta da empresa para fecharem o aumento do salário.

“Os trabalhadores pediram para o sindicato fazer o acordo coletivo, porém a empresa insiste em ficar na Convenção que não é apropriada à categoria, e os trabalhadores não concordaram. Este ano estamos fazendo uma greve para reivindicar o PLR, são quatro anos tentando negociar e eles nunca decidem; pedimos também o aumento da cesta básica; a empresa não paga hora extra no holerite para todos, um dos principais motivos dessa paralisação. Existem várias irregularidades nesta empresa, por este motivo, a greve é por Justiça ao trabalhador”, finalizou Carlos Albino.

LEGALIDADE

O presidente da Força denuncia que “a empresa (CMC e CCM) mostrou desinteresse em negociar com o trabalhador, isso demonstra que ela não se preocupa em resolver os problemas. Hoje a empresa parou, sem os trabalhadores ela não existe, não trabalha. Sem o braço destes homens e mulheres aqui, não tem dinheiro que faz uma empresa produzir, e é por isso que precisa valorizar e cuidar da qualidade de vida dos seus trabalhadores”, afirmou o presidente da Força Goiás.

A greve, de acordo com Carlos Albino, é legal. Segundo ele, o sindicato protocolou a carta, há mais de 10 dias, porém a empresa não pronunciou. Espera-se uma resposta da empresa, no final da tarde de hoje, caso não façam uma proposta benéfica, os trabalhadores continuarão paralisados.

 Os trabalhadores estão motivados, e almoçaram na porta da empresa. O Simecat ofereceu toda estrutura, desde as tendas para abrigarem do sol a banheiro químico. Os outros cinco sindicatos de Catalão filiados a Força Sindical Goiás, de acordo com Rodrigão, apoiam a greve (Sindicomércio, Sindifio, Sinditransporte, Metabase, Sindicatalão), além do Sindicato dos Metalúrgicos de Anápolis. 

 

Fonte: Diário da Manhã