Cerca de 6.000 trabalhadores aderiram à paralisação

Trabalhadores do setor de metalurgia iniciaram nesta terça-feira (11) uma paralisação de 24 horas em empresas da região de Campinas (93 km de São Paulo). Eles buscam reajuste salarial acima da inflação e contestam um projeto de lei que, segundo a Intersindical, flexibiliza direitos trabalhistas.

O Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região, vinculado à Intersindical, afirmou que cerca de 6.000 trabalhadores aderiram à paralisação em três empresas: Mabe, CAF e AmistedMaxion.

Outros 5.000 fizeram assembleias na segunda-feira (10) pela manhã e atrasaram o início da produção em outras unidades, de acordo com o sindicato.

“Em muitas empresas o trabalhador aumentou a produção, mas está tendo dificuldade para conseguir um aumento que recupere pelo menos a inflação do período”, disse o diretor do sindicato Eliezer Cunha.

A assessoria de imprensa da AmistedMaxion disse que a empresa estava com uma paralisação parcial hoje que não afetou a produção. A assessoria de imprensa da CAF disse que não tinha um posicionamento sobre o assunto. A Folha não conseguiu localizar responsáveis pela Mabe.

ACORDO COLETIVO ESPECIAL

O sindicato também divulgou nota de repúdio ao projeto do chamado ACE (Acordo Coletivo Especial), encaminhado pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC –vinculado à CUT (Central Única dos Trabalhadores)– à Secretaria-Geral da Presidência.

“A proposta é um desastre para os trabalhadores, porque permite que sindicatos reduzam direitos através de acordos entre empresários e sindicatos”, disse Cunha. “As empresas têm muitos mecanismos de pressão e o trabalhador que não estiver de acordo não vai nem poder entrar na Justiça.”

A assessoria de imprensa do sindicato dos metalúrgicos do ABC disse que não tinha nenhum porta-voz para comentar as críticas.

O material de divulgação do projeto diz que o objetivo é “garantir segurança jurídica aos acordos específicos entre sindicato e empresa” e fazer com que a negociação coletiva seja “valorizada e adotada no País como instrumento mais moderno para a solução de conflitos”.

 

Fonte: Agência de Notícias Jornal Floripa