Com a paralisação, cerca de 110 veículos deixam de ser produzidos diariamente

Os metalúrgicos da fábrica da Volvo em Curitiba decidiram, na manhã desta terça-feira (15), entrar em greve por tempo indeterminado.

A fábrica, com cerca de 4.000 funcionários, produz caminhões, ônibus e motores a diesel e é a principal unidade da empresa sueca na América Latina, abastecendo o mercado interno e o Mercosul.

Com a paralisação, cerca de 110 veículos deixam de ser produzidos diariamente.

Os trabalhadores negociam o pagamento da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) e o reajuste salarial deste ano.

A Volvo ofereceu R$ 15 mil de PLR, além de um abono de R$ 6.000 –mesmos valores do ano passado, quando a montadora pagou um dos maiores bônus do país entre as indústrias de automóveis.

A empresa ainda propôs aumento real de 2,51% aos funcionários.

O Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba, ligado à Força Sindical, reivindica R$ 18 mil de PLR, além de 3% de aumento real.

Na última quarta-feira, a categoria havia aprovado um indicativo de greve, após recusar a proposta da montadora. A Volvo não alterou os valores apresentados na semana passada.

“Lamentamos a atitude. Nós queremos o caminho do diálogo, mas a Volvo continua irredutível e opta pela direção contrária”, afirma o presidente do sindicato, Sérgio Butka.

Uma nova assembleia está marcada para esta quarta-feira (16).

Em nota, a Volvo disse ter “se frustrado” com o início da greve e afirmou ter apresentado “uma proposta excelente, equilibrada e economicamente coerente”.

“O programa de distribuição de lucros da companhia é tradicionalmente o melhor e mais arrojado de toda a indústria automotiva, […] mas o sindicato dos metalúrgicos se manteve irredutível em seu pedido”, afirma o texto.

Fonte: Folha.com