Mais de 2 mil trabalhadores estão parados. Classe patronal deve se reunir nesta tarde

Profissionais da metalurgia de Criciúma e região entraram no segundo dia de greve nesta terça-feira. Nesta manhã, trabalhadores se concentraram em frente à empresa Librelato, às margens da SC-445, em Içara, com barracas e faixas. Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Criciúma e Região (Sindimetal), Francisco Pedro dos Santos, os diretores da empresa acionaram quatro viaturas da Polícia Militar (PM).

“Não houve conflito. Estamos aqui em protesto reivindicando nossa pauta”, ressalta. A categoria reivindica o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), mais 7% de aumento real e demais cláusulas sociais. O Sindicato Patronal ofereceu aumento de 5,56% da inflação, mas não apresentou aumento real. Às 15 horas, haverá uma reunião na Associação Empresarial de Criciúma (ACIC), com a classe patronal. A expectativa do sindicato é para uma reunião com os trabalhadores nesta terça-feira ou nesta quarta-feira com a proposta apresentada após a reunião. 

Ao todo, são cinco mil trabalhadores distribuídos nas metalúrgicas em 26 municípios do Sul do Estado. Conforme Santos, estão com os braços cruzados cerca de 2,5 mil trabalhadores. As seis empresas que entraram em greve nessa segunda-feira continuam com as atividades comprometidas. São duas empresas de Criciúma, uma de Forquilhinha e três de Içara. As 30 maiores empresas de médio e grande porte se concentram nas cidades de Criciúma, Içara, Sangão, Forquilhinha, Morro da Fumaça e Urussanga. 

Fonte: Engeplus