Mais de 7.000 metalúrgicos da fábrica da Mercedes-Benz em São Bernardo, município de São Paulo, seguem em greve por tempo indeterminado. A decisão foi tomada em assembleia no início da manhã de segunda-feira, 24 de agosto, depois que 1.500 demissões foram anunciadas pela montadora por meio de telegrama enviado aos empregados. Nesta quarta-feira, 26 de agosto, os grevistas realizaram uma manifestação na porta da montadora.

O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC afirma que a empresa ainda não procurou os trabalhadores para conversar a respeito dos desligamentos. Na semana passada, fracassou uma tentativa de acordo em torno do Programa de Proteção ao Emprego, que prevê redução de salários com redução da jornada de trabalho. Os trabalhadores estavam dispostos a aderir ao programa, mas os empresários alegaram que a alternativa não seria viável para a montadora.

Em comunicado, a Mercedes justifica os cortes pela queda de 43,1% nas vendas de caminhões de janeiro a julho, e de 28,6% nas de ônibus. A empresa também disse que vai efetuar os cortes da mão de obra a partir do dia 1º de setembro.