Ontem, os 12,5 mil trabalhadores cruzaram os braços na fábrica de São Caetano

O Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano se reunirá hoje com os representantes dos trabalhadores da General Motors para avaliar se farão outra assembleia com os funcionários da montadora para votar greve.

Ontem, os 12,5 mil trabalhadores cruzaram os braços na fábrica de São Caetano como forma de protesto contra a GM, que não apresentou contraproposta após os metalúrgicos recusarem reajuste salarial de 8,24%. Com isso, estima o presidente interino do sindicato, Francisco Nunes Rodrigues,1.200 veículos deixaram de ser produzidos. “A fabricação é de 50 carros por hora.”

“Amanhã (hoje) vamos avaliar o que fazer. Todos trabalham normalmente e, se a empresa não sentar para negociar, é possível que faremos assembleias na segunda-feira para decidir sobre a greve por tempo indeterminado.” Na quarta, o sindicato entrou com representação junto ao Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo para que a Justiça convoque mesa de negociação com a GM. “Parece que a empresa já foi atrás da Justiça para tentar acertar a situação o mais rápido”, relatou Nunes, sem ter mais detalhes da ação.

Durante assembleia com os funcionários do segundo turno, na tarde de ontem, o diretor do sindicato Agamenon Alves criticou a postura da empresa, que passa por momento de alta nas vendas. “É com o nosso esforço que eles estão lucrando. Estão mandando bilhões de dólares para tirar a matriz (nos Estados Unidos) do buraco e não querem nos dar aumento decente.”

Nunes também destacou, no caminhão de som, que um dos chefes da fábrica convocou funcionários para trabalhar sábado. “Ninguém trabalhará”, garantiu. A GM não quis se pronunciar.

 

Fonte: Diário do Grande ABC