Setor patronal oferece apenas 0,41% e 0,5% de aumento real aos trabalhadores do Grupo 10 e 8, respectivamente

São Paulo – Metalúrgicos da CUT rejeitaram as propostas de reajustes salariais apresentadas pelo setor patronal aos trabalhadores do Grupo 8 e 10.

No grupo 8 – com 36 mil trabalhadores dos setores de trefilação, laminação de metais ferrosos, refrigeração, equipamentos ferroviários e rodoviários, entre outros – a proposta de 0,5% de aumento real foi rejeitada ontem (9). A próxima rodada de negociação para esse setor ocorre na quinta-feira (12) às 10h.

No grupo 10 – com 35 mil empregados dos setores de lâmpadas, equipamentos odontológicos, iluminação, material bélico, entre outros – a proposta de 0,41% foi rejeitada na sexta-feira (6).

Para o presidente da Federação dos Metalúrgicos da CUT-SP (FEM), Valmir Marques, o Biro Biro, os índices não atendem as expectativas da categoria.

“Estamos negociando uma proposta compatível ao crescimento do setor e que contemple os trabalhadores. Este índice não passa de jeito nenhum em assembleia”, afirma em nota no site da entidade..

Amanhã (11), às 15h, ocorre a primeira rodada de negociação entre o setor patronal e representantes dos trabalhadores do Grupo 2, que reúne cerca de 75 mil trabalhadores nos setores de máquinas e eletrônicos. Na quinta (12), às 11h30, será a reunião com os metalúrgicos da Estamparia, onde trabalham aproximadamente 4 mil empregados.

Os sindicatos dos metalúrgicos estão realizando assembleias nas portas das fábricas e atrasos no início dos turnos a fim de pressionar as bancadas patronais a apresentarem propostas que contemple as reivindicações econômicas.

Entre as principais reivindicações dos trabalhadores estão aumento real no salário, valorização nos pisos salariais, redução da jornada de trabalho sem redução de salário e ampliação e unificação de direitos. Os trabalhadores também negociam aumentar o período da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) para dois anos.

 

FonteG1