Apenas o Grupo 10, que reúne 35 mil trabalhadores, ainda não fechou proposta com a categoria; resposta é esperada para quarta-feira

Os metalúrgicos da base da CUT em São Paulo esperam receber até quarta-feira (2) a proposta patronal para o Grupo 10, que emprega cerca de 35 mil trabalhadores. Na semana passada, a bancada de empresários apresentou uma proposta de reajuste inferior à dos demais grupos, que alcançaram um reajuste de 8%, o que levou à rejeição do acordo.

O reajuste salarial de 8% oferecido pela bancada patronal aos metalúrgicos na base da CUT no estado de São Paulo foi aprovado pela maioria da categoria, na semana passada. Agora, falta apenas o Grupo 10, que emprega cerca de 35 mil trabalhadores dos setores de lâmpadas, equipamentos odontológicos, iluminação, material bélico, entre outros,  esponder à proposta apresentada pela categoria da mesa de negociação.

“O grupo insiste que para empresas com até 30 empregados eles querem um valor menor, o que já reprovamos em mesa, e esperamos estar resolvendo para concluir de vez a nossa negociação”, disse Valmir Marques, o Biro Biro, presidente da Federação dos Metalúrgicos (FEM) da CUT-SP, à Rádio Brasil Atual.

Segundo Biro Biro, os metalúrgicos não devem aceitar a proposta de 7,15% de reajuste para as empresas do grupo com menos de 30 funcionários. “Acredito que até quarta-feira (2) teremos um retorno positivo. Não vamos flexibilizar a negociação até porque conseguimos acordo com mais de 90% da base, não seria um grupo a fazer algo diferente”, afirma. Nos outros grupos, os acordos foram fechados com 8% de reajuste.

Biro Biro ressalta as garantias à mulher e aos jovens conquistadas pela categoria, além de outras cláusulas sociais que avançaram. “Tivemos avanços importantes nas cláusulas de garantia para as mulheres, que incentiva a participação das mulheres no mercado, no setor metalúrgico, para os jovens, e garantias sindicais para que os nossos dirigentes possam organizar os trabalhadores a partir dos locais de trabalho, que é um dos pontos principais da nossa campanha”, afirma.

As mobilizações e paralisações de 24 horas, na semana retrasada, foram fundamentais para as conquistas da categoria, de acordo com Biro Biro, que defende ainda a luta unificada das centrais sobre outros temas fora da campanha salarial.

“As ações que fizemos nas bases foram fundamentais para fazer com que o setor patronal avançasse nas propostas. Além dessa questão, há uma estratégia em conjunto para enfrentamento ao Projeto de Lei 4.330 [que trata da terceirização], pela redução da jornada sem redução de salário e outros pontos que daremos continuidade mesmo com o fim da nossa campanha.”