A Força Sindical Goiás está apoiando a greve do Sindicato Metalúrgico de Catalão e do Sindicato da Construção Civil que estão à frente da mobilização

O movimento atinge as mineradoras da cidade e outras empresas multinacionais como a Jhon Deere, pois a CMC e a CCM presta serviço a várias empresas da região sudeste do Estado. Até agora a empresa não entrou em contato com sindicato para apresentar alguma proposta. Os trabalhadores estão dispostos a permanecer no local até as reivindicações serem atendidas.

 A Força Sindical Goiás está apoiando a greve do Sindicato Metalúrgico de Catalão e do Sindicato da Construção Civil que estão à frente da mobilização.

Segundo o presidente do SIMECAT, Carlos Albino, o acordo coletivo da CMC está atrasado, desde novembro do ano passado estão esperando uma resposta da empresa para fecharem o aumento do salário.

“Os trabalhadores pediram para o sindicato fazer o acordo coletivo, porém a empresa insiste em ficar na convenção que não é apropriada a categoria, e os trabalhadores não concordaram. Este ano estamos fazendo uma greve para reivindicar o PLR, são quatro anos tentando negociar e eles nunca decidem; pedimos também o aumento da cesta básica; a empresa não paga hora extra no holerite para todos, um dos principais motivos dessa paralisação. Existem várias irregularidades nesta empresa, por este motivo, a greve é por justiça ao trabalhador”, finalizou Carlos Albino.

 Para Rodrigão, presidente da Força Sindical Goiás, a união do trabalhador é o ponto crucial na queda de braços com o patrão.

“A empresa mostrou desinteresse em negociar com o trabalhador, isso demonstra que ela não se preocupa em resolver os problemas. Hoje a empresa parou, sem os trabalhadores a empresa não existe, não trabalha, sem o braço destes homens e mulheres aqui, não tem dinheiro que faz uma empresa produzir, e é por isso que a empresa precisa valorizar e cuidar da qualidade de vida dos seus trabalhadores”, afirmou o presidente da Força Goiás.

 A greve é legal, o sindicato protocolou a carta há mais de 10 dias, porém a empresa não pronunciou. Espera-se uma resposta da empresa no final da tarde de hoje, caso não façam uma proposta benéfica, os trabalhadores continuarão paralisados.

Os trabalhadores estão motivados, e almoçaram na porta da empresa. O SIMECAT ofereceu toda estrutura, desde as tendas para abrigarem do sol a banheiro químico. Os outros cinco sindicatos de Catalão filiados a Força Sindical Goiás, apoiaram a greve (SINDCOMÉRCIO, SINDFIO, SINDTRANSPORTE, METABASE, SINDCATALÃO), além do Sindicato dos Metalúrgicos de Anápolis.

 Sobre a empresa:

A CMC é a 10° PME que mais cresce na região Centro Oeste/ Norte do país, e a 154° lugar no Brasil na colocação nacional do ranking das 250 pequenas e médias empresas que mais expandiram seus negócios entre 2010 e 2012 de acordo com a 8° edição da pesquisa “As Pequenas e Médias Empresas (PMEs) que Mais Crescem no Brasil”, desenvolvida pela Deloitte e pela revista Exame PME, divulgada dia 15/08 em São Paulo no WTC Sheraton. E seria uma empresa melhor se valorizasse seus trabalhadores. 

 

FonteMundo Sindical