A jornada de lutas dos metalúrgicos com grandes assembleias nas portas de fábrica e algumas paralisações prossegue

Na manhã desta quinta-feira(18), a diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias do Sul e Região esteve conversando com trabalhadores, através de assembleias simultâneas, na Madal, Microinox e Marcopolo Planalto para informar os trabalhadores sobre o andamento da campanha salarial, convocá-los para a assembleia geral de sábado e para possível greve da categoria na próxima semana, caso não ocorram avanços que correspondam às expectativas da categoria neste dissídio.

“Queremos o diálogo. Queremos negociar. Mas ainda é preciso avançar mais em questões importantes como o auxílio-creche, o transporte e o piso da categoria. O povo foi às ruas, agora é a vez dos metalúrgicos reivindicarem. Merecemos um acordo vitorioso, que garanta mais valorização para a categoria responsável por 60% do PIB de Caxias do Sul”, destaca o presidente licenciado, deputado federal Assis Melo.

Assis, durante sua fala aos trabalhadores da Marcopolo, ressaltou que no próximo sábado os metalúrgicos têm um compromisso com a categoria de participar da assembleia geral e discutir, juntamente com a entidade que os representa, os caminhos a serem seguidos nesta campanha salarial. O presidente licenciado também convocou a todos para uma possível greve, caso não ocorram avanços significativos. “Os metalúrgicos unidos e mobilizados têm condições de garantir mais avanços e um acordo justo. Acabou a escravidão. Trabalhador não é produto, é força de trabalho. E essa força de trabalho merece e tem que ser valorizada”.

Poucos avanços

Na tarde desta quarta-feira (17), ocorreu mais uma rodada de negociações entre trabalhadores e patrões referente à campanha salarial 2013 da categoria metalúrgica. A expectiva dos trabalhadores ficou frustrada pois não houve avanços significativos. A proposta dos patrões não melhorou o índice e se ateve apenas a uma pequena ampliação de 3 meses no auxílio-creche em relação a última proposta que era de três anos e nove meses e passaria para quatro anos, enquanto o sindicato propõe cinco anos, ou seja, até a criança completar a idade escolar; no que se refere ao transporte, os patrões sinalizaram o desconto de 4% sobre o salário contratual, atualmente são 5%, enquanto que a proposta do sindicato é que o transporte deve ser subsidiado. 

Durante a reunião, que aconteceu no SIMECS, como no encontro anterior, representantes dos trabalhadores reafirmaram a sua disposição em negociar, desde que a proposta corresponda às expectativas da categoria, o que não aconteceu.

O recurso de greve não está descartado pela diretoria. Há nova assembleia geral com a categoria no próximo sábado, 20, às 9h no sindicato.

 

Fonte: Portal Vermelho