Representados pela CUT, Conlutas e Força Sindical renovam seus acordos no segundo semestre

Aproximadamente 206 mil trabalhadores são representados pela Federação dos Sindicatos Metalúrgicos (FEM), filiada à CUT, em São Paulo para interlocução com o setor patronal. Com data-base em 1º de setembro, os trabalhadores entregaram a pauta de reivindicações no dia 4 de julho. As negociações se iniciaram no dia 1º de agosto e são divididas em seis blocos econômicos: máquinas e eletrônicos (75,5 mil trabalhadores); autopeças, forjaria e parafusos (51 mil); trefilação, laminação e refrigeração (36 mil); lâmpadas, equipamentos odontológicos e material bélico (35 mil); estamparia e fundição, com 4 mil cada. A FEM tem 14 sindicatos filiados em todo o estado.

Entre as principais reivindicações, estão aumento real nos salários, valorização dos pisos, a redução da jornada de trabalho e a ampliação e unificação de direitos sociais.

Para o presidente da FEM-CUT/SP, Valmir Marques, o Biro Biro, o cenário econômico atual é positivo para que a categoria obtenha um bom resultado nas negociações. “A indústria continuou crescendo da forma como sempre cresceu nos últimos dez anos, portanto não vemos grandes problemas para negociar, já que estamos reivindicando algo totalmente factível e condizente com o crescimento que a indústria teve nesse período.”

Para ele, a meta é avançar não só nos salários mas também nas reivindicações sociais. “Temos de ampliar as nossas conquistas, discutir os direitos das mulheres, estimular cada vez mais a entrada dos jovens no mercado de trabalho, dar garantias para eles estudarem,se qualificarem”, exemplifica.

Os metalúrgicos somam-se às categorias que tentam derrubar o Projeto de Lei 4.330, do deputado Sandro Mabel (PMDB-GO), que regulamenta a terceirização, previsto para ser votado na Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania da Câmara no dia 3.

Rodada de negociação com o Grupo 3 (autopeças, forjaria e parafusos), na última quinta (15), discutiu a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais. As empresas falam em aceitar a mudança somente em caso de mudança na lei. Biro Biro observa que a proposta de redução, a ser consolidada de maneira gradual, já realidade em fábricas do ABC, Taubaté e São Carlos. “Estão comprovados os impactos positivos para as empresas e os trabalhadores, que ganham mais tempo para estudar e se qualificar e melhoram sua produtividade e sua qualidade de vida”.

Os sindicatos de São José dos Campos, Campinas, Limeira e Santos, filiados à central Conlutas, representam 150 mil trabalhadores. As negociações são feitas pelos representantes de cada sindicato com o setor patronal, separadas por segmentos, sendo:autopeças, eletroeletrônicos, refrigeração, estamparia, fundição, máquinas e equipamentos, setor aeronáutico e montadoras.

A categoria tem data-base em 1º de setembro e renova o acordo coletivo anualmente, porém as cláusulas sociais que compõem o a acordo coletivo são feitas a cada dois anos. Em 2013 as negociações incluem somente as cláusulas econômicas.

Os trabalhadores entregaram a pauta no dia 7 de agosto e as negociações ainda não se iniciaram.

Aproximadamente 800 mil metalúrgicos, representados por sindicatos filiados à Força Sindical, têm data-base em 1º de novembro. A categoria começa a discutir os pontos da campanha salarial 2013 na primeira semana de setembro.

Fonte: Rede Brasil Atual