O Sindicato vai pra mesa de negociações já com o recado deixado pelos trabalhadores na assembleia: se não tiver avanço nas propostas, as máquinas não vão funcionar

Esta será uma semana de muita pressão e mobilização. Os metalúrgicos já aprovaram, em Assembleia Geral, ocorrida na última sexta-feira, dia 6, o início de greves para pressionar os grupos patronais a apresentarem propostas. Um mês depois de o Sindicato ter entregue a pauta de reivindicações, os patrões continuam travando as negociações.

Na assembleia, ficou decidido que os trabalhadores vão pra cima das empresas e que não vão tolerar mais enrolação. Já houve negociações com todos os setores, sendo que nenhum deles atendeu a reivindicação da categoria. Na verdade, nem mesmo apresentaram uma contraproposta ao índice de 13,5% exigido pelos trabalhadores.

O setor aeronáutico, o único que deu início às negociações econômicas, quer aplicar apenas a inflação do período, fechada em 6,07% (de setembro de 2012 a agosto de 2013). Essa proposta não faz o menor sentido, já que a Embraer, líder do setor, vem de um período de grandes contratos.

Esta semana, tem negociações agendadas com o Grupo 10 (dia 9), GM (dia 10) e autopeças (dia 12). O setor de eletroeletrônico cancelou a reunião que estava prevista para esta segunda-feira.

O Sindicato vai pra mesa de negociações já com o recado deixado pelos trabalhadores na assembleia: se não tiver avanço nas propostas, as máquinas não vão funcionar!

“Assim como nos anos anteriores, a Campanha Salarial 2013 não vai ser fácil. Os empresários não querem acordo. O que vai determinar nossa vitória serão as mobilizações e disposição de luta. Portanto, vamos colocar nosso bloco na rua e forçar os patrões a aceitarem nossas reivindicações”, afirma o presidente do Sindicato, Antonio Ferreira de Barros, o Macapá.

Argentinos visitam Sindicato

Dois companheiros argentinos participaram da Assembleia Geral para conhecer de perto a luta dos metalúrgicos de nossa região.

Rodrigo, delegado da fábrica Ex Bosch e membro da Corrente Operária Revolucionária, defendeu a unidade entre trabalhadores de diferentes países como forma de enfrentar os ataques patronais.

“Os mesmos patrões que exploram no Brasil também exploram na Argentina”, afirmou. 

 

Fonte: Mundo Sindical