Analistas de mercado e economistas esperam uma pressão mais forte da inflação neste ano em relação a 2013. No ano passado, o índice oficial de preços, IPCA, fechou acima do previsto e frustrou a meta informal do governo de entregar inflação abaixo do ano anterior. A expectativa é que o índice avance mais em 2014, para 6%, se aproximando ainda mais do teto da meta do governo, de 6,5%.

A previsão consta de levantamento do Banco Central com cerca de cem instituições financeiras, o boletim Focus, divulgado semanalmente. No último levantamento, os analistas esperavam uma inflação de 5,97% neste ano.

Para a previsão de 2014, os analistas levam em conta o reajuste no grupo dos preços administrados. O governo se esforçou para manter inalteradas as tarifas sobre as quais têm controle para evitar uma alta mais expressiva da inflação. Boa parte delas deve subir neste ano.

Estão nessa categoria a energia elétrica, tarifa de ônibus e combustível. Os três foram contidos por ações do governo no ano passado.

Os analistas esperam uma elevação de 0,25 pontos percentuais em janeiro e outra em igual nível para fevereiro. O Copom (Comitê de Política Monetária), responsável pela decisão, se reúne amanhã.

Pela primeira vez, o boletim mostrou dados para o próximo ano. Ainda que distante do período e com grandes chances de alterações relevantes nas previsões, o cenário é de relativa melhora da economia brasileira.

Fonte: O Hoje