Aumento da renda contribuiu para elevar o consumo de combustível, aponta Sindicom

O mercado de combustíveis do Brasil cresceu em 2013 5,2% em relação a 2012, mais de duas vezes acima do Produto Interno Bruto (PIB) previsto pelo mercado para o período (2,3%), de acordo com o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis (Sindicom). A previsão é um volume de 124,8 bilhões de litros. “É o quarto ano consecutivo que as vendas crescem acima do PIB”, disse o diretor executivo do Sindicom, Jorge Luiz Oliveira.

No caso da gasolina, até os engarrafamentos, que exigem maior consumo pelo motor, contribuíram para a alta de 4,3% em 2013, segundo Oliveira. Mas também ajudaram o aumento da renda dos consumidores, a manutenção de benefícios tributários para compra de automóveis e o crédito farto, disse. No caso do diesel, a alta foi de 5,1%.

DIESEL

O maior crescimento no consumo ficou com óleo combustível, cujas vendas subiram 26% no período impulsionadas pelo baixo nível dos reservatórios de hidrelétricas e o consequente acionamento de usinas térmicas. O etanol hidratado (usado nas bombas) teve alta de 7,5%, para 10,5 bilhões de litros, resultado da desoneração do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) realizada em maio, retirando do preço R$ 0,12 por litro.

A alta no volume de vendas aconteceu mesmo com a paridade de preços ao consumidor estar favorável ao etanol hidratado em apenas quatro Estados, todos produtores do combustível e que juntos respondem por 75% do volume comercializado no País: São Paulo, Paraná, Mato Grosso e Goiás. Em São Paulo e no Paraná, a paridade foi atingida depois da desoneração. Nos outras 23 unidades da Federação, não foi vantajoso para o consumidor abastecer com etanol, em vez da gasolina, em nenhum mês do ano.

CONTRAMÃO

Na contramão, estão os combustíveis de aviação (querosene e gasolina), que tiveram redução de 1% nas vendas durante o ano. A baixa é reflexo da redução da malha aérea brasileira e do aumento da taxa de ocupação, especialmente das empresas Gol e TAM, de acordo com o o sindicato.

O sindicato afirmou que a Refinaria Getúlio Vargas (Repar), em Araucária (PR), voltou a operar na quarta-feira, em caráter de teste, e levaria cinco dias para recuperar a produção. A refinaria, com capacidade para processar 200 mil barris/dia, teve um incêndio no dia 28 numa das torres de produção e estava sem produzir desde então.

Fonte: O Popular