A primeira reunião da Câmara Deliberativa de Transportes Coletivos (CDTC) neste ano, realizada ontem, em Goiânia, discutiu medidas para solucionar o que o poder público chama de “crise do setor”. A principal medida anunciada após o encontro é a criação, em um prazo de 90 dias, de um Terminal de Controle Operacional para acompanhar, em tempo real, as planilhas de viagem dos ônibus. Hoje, as planilhas são entregues em um prazo de três dias. O objetivo é fazer com que o sistema, alvo de constantes protestos da população por conta de atrasos, volte à normalidade operacional.

O encontro, a portas fechadas no sexto andar do Paço Municipal, durou pouco mais de duas horas e reuniu nove membros da câmara deliberativa, entre eles o presidente da CDTC e secretário estadual de Infraestrutura, Cidades e Assuntos Metropolitanos, João Balestra, o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT) e a presidente da Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC), Patrícia Veras. Assunto previsto na pauta do colegiado, o aumento da tarifa ficou em segundo plano, em relação ao discurso geral de melhora da qualidade.

“Nós estamos vivendo um momento de crise. A frota que está operando hoje não é a programada. Estamos pedindo o cumprimento dos horários e fazendo um estudo para o aumento das linhas onde há superlotação”, disse Patrícia Veras. Durante a reunião, ela apresentou estudo sobre os problemas atuais e parâmetro de qualidade dos serviços.

De acordo com a apresentação, a melhora da qualidade do sistema está dividida em quatro pontos: processos do sistema, ou seja, pontualidade, regularidade e cumprimento das viagens especificadas; melhorar a interação com os usuários; equilíbrio financeiro, incluindo o reajuste anual previsto no contrato com as operadoras; e o fortalecimento da gestão pública, com a implantação do terminal de controle operacional e a criação do Conselho Metropolitano de Controle Social.

O terminal de controle será, na verdade, um link de um centro operacional mantido atualmente pelas empresas, por meio do consórcio Rede Metropolitana de Transporte Coletivo (RMTC). “Vamos aproveitar uma estrutura de alta tecnologia que já existe, com monitoramento por GPS, com um link para a Secretaria e outro na CMTC”, explicou João Balestra.

 

Fonte: O Popular