A presidente Dilma Rousseff tomou mais uma medida na tentativa de amenizar a situação crítica do País que, consequentemente, afeta os trabalhadores. A Medida Provisória assinada nesta segunda-feira, 7 de julho, concede à empresa que provar que está com dificuldades financeiras o direito de reduzir em até 30% a jornada de trabalho e os salários dos funcionários.

A MP prevê que a redução do salário deve ser proporcional à redução da carga horária. O governo vai ajudar a empresa em crise a fechar a folha de pagamento no fim do mês. Por exemplo: um funcionário ganha R$ 5mil mensais. Se a empresa onde ele fornece serviço decidir reduzir a carga horária com a porcentagem máxima, ele passa a receber R$ 3,5 mil mais R$ 750 do governo, somando R$ 4.250 com INSS e FGTS pagos pela empresa.

Essa medida precisa ser aprovada pelo Congresso e, para valer, as empresas e os trabalhadores precisam fechar um acordo coletivo. Apesar de ter um lado positivo – pois evita demissões – mostra mais uma tentativa do governo de tentar sair da crise que, por falta de pulso firme da atual presidente, jamais deveria ter acontecido.