O Procon Goiás divulgou ontem a mais recente pesquisa que averiguou os preços de 96 dos principais componente da lista do material escolar em 13 papelarias de Goiânia. Dentre estas, dez estão situadas no Centro da cidade. O levantamento foi realizado de 26 de dezembro até o dia 6 de janeiro e foi verificada uma alta média de 8,57% se comparado ao mesmo período do ano passado, mas houve produtos cuja elevação foi de 11,54%.

As maiores altas foram no caso da caneta hidrocor – ponta fina com 12 unidades da marca Neo Pen, que passou do preço médio de R$ 6,43 para R$ 7,17. O corretivo líquido da marca Faber Castel também subiu de R$ 2,93 no ano passado para R$ 3,26 neste ano, o que configura um aumento de 11,34%. A caneta Bic cristal passou de R$0,75 para R$0,82, o que corresponde a um aumento de 9,33%.

De acordo com o relatório da pesquisa, os técnicos do Procon deram preferência para os estabelecimentos do Centro, pois assim ganhavam tempo e sem custo adicional com transporte. Outra dica do órgão é evitar comprar produtos de marca, pois eles custam até 50% mais caro que os itens comuns. A diferença encontrada entre o maior e menor preço de produtos idênticos foi de 300%.

Variação de até 645%

No caso de produtos similares, a variação chega a 645%. É o caso da borracha branca número 60, da marca Mercur, cujo menor valor encontrado foi de R$ 0,15 e o maior de R$ 0,60. Pelo preço mais caro dá para comprar quatro borrachas por R$ 0,15.

Outro produto em que a diferença de 210,53% foi verificada na lapiseira de 5mm ou 7mm, da marca Faber Castel, cujo menor preço apurado pelo órgão foi de R$ 1,90, e o maior preço chegou a R$ 5,90. Para os pequenos, a caixa de giz de cera grosso com 12 unidades, da Faber Castel, teve variação de 162,10%, com preços oscilando entre R$ 2,48 e R$ 6,50. Pelo maior preço é possível comprar duas caixas de giz e ainda sobra R$ 1,54.

No caso dos produtos similares, a diferença entre o menor e o maior preço chegou a 645%. Sem considerar marcas, a pesquisa mostrou que produtos como um apontador simples pode ser encontrado por R$ 0,20 e até por R$ 1,49. Pelo maior preço daria para compra sete apontadores e ainda sobraria R$ 0,09.

10 pesquisas

A coordenadora pedagógica Samanta Patarelo levou os filhos Luísa, de 10 anos, e Matheus, de 8 anos, para comprar o material escolar deste ano letivo. Samanta disse que todos os anos faz pesquisa, mas neste confiou nos resultados de uma amiga que avaliou os preços em dez papelarias. Mesmo assim ela diz que os preços este ano estão mais caros.

Samanta explica que é muito cuidadosa com o que compra da lista, e diz que não adquire os itens de uso coletivo, como copos, papel higiênico, papel de limpeza e outros produtos. “A lei me resguarda, e esse gasto das escolas deve ser incluído nas mensalidades”, explica. A coordenadora pedagógica também diz que costuma levar as crianças para comprar o material e até abre uma exceção para alguns itens, porém tudo tem um limite e a palavra final do que será levado é dela. O Sindicado dos Estabelecimentos Particulares de Ensino de Goiânia (Sepe-GO) avisa que é proibida a exigência desses itens.

Fonte: O Hoje