O ministro da Fazenda, Guido Mantega, não descartou nesta quarta-feira (16/10) reajustar os preços da gasolina ainda este ano, mesmo com a forte queda nas cotações internacionais do petróleo, que pôs fim à defasagem nos valores dos combustíveis praticados no Brasil.

Mantega ressaltou, contudo, que “essa é uma decisão da Petrobras”. “Embora a gasolina no país esteja mais cara agora do que nos Estados Unidos, isso não quer dizer que a empresa vai deixar de fazer algum aumento”, declarou. Desde junho, o valor do petróleo acumula queda de 26%, graças aos elevados estoques e ao arrefecimento da demanda global.

As declarações de Mantega vieram um dia após analistas apostarem que o novo patamar de preço do petróleo anularia a expectativa geral de um aumento dos preços domésticos de combustíveis imediatamente após as eleições. Relatório do banco Credit Suisse divulgado na terça-feira (14/10) afirmava que, se o valor do barril continuar caindo, isso também poderia levar o país a não corrigir as tabelas da gasolina e do diesel nos postos “de nenhuma maneira”.

Em 2013, houve dois reajustes nos preços da gasolina. O primeiro ocorreu em janeiro, quando a Petrobras reajustou o diesel em 5,4% e a gasolina, em 6,6%. O último reajuste veio no fim de novembro, quando a Petrobras anunciou que os preços da gasolina e do diesel foram reajustados nas refinarias, sendo 4% para a gasolina e 8% para o diesel.

Fonte: Correio Braziliense