Trabalhadores da fabricante de componentes eletroeletrônicos Flextronics, instalada às margens da rodovia Castelinho, em Sorocaba, aderiram nesta manhã (03) ao comunicado de greve realizado pela Central Única do Trabalhador e defendida pelo Sindicato dos Metalúrgicos.

A Empresa tem cerca de 5,5 mil funcionários, e 95%, entre produção e administrativo, paralisaram os seus trabalhos. O motivo da paralisação, segundo as centrais sindicais, é a petição pela redução da carga horária, passando de 44 horas semanais para 40 horas trabalhadas. 

“Hoje eles são obrigados a trabalhar nos fins de semana”, explica o diretor sindical Alex Sandro Fogaça.

“O que os trabalhadores querem é menos trabalho nos fins de semana. E só a redução de jornada é capaz de diminuir o volume de trabalho dos operários aos sábados e domingos”, conclui o diretor sindical.

Ainda nesta quinta-feira, dia 03, diretores da empresa se reúnem com dirigentes sindicais, na sede do Sindicato, em Sorocaba, para reiniciar a conversa sobre redução .

Durante o encontro, poderá ser formalizado um novo aviso de greve, caso a empresa não chegue a um acordo com o Sindicato. “A paralisação pode continuar amanhã caso não cheguemos a um acordo”,  conclui Alex Sandro.

Outro lado

O diretor de novos projetos da Flextronics, Jorge Funaro, afirmou que será difícil implantar a proposta de redução na carga horária solicitada pelo Sindicato. Ele explica que, caso ocorra, a empresa terá um aumento no valor do seu produto, sendo ele repassado ao cliente e abrindo concorrência no mercado. Jorge comenta que seria mais fácil se a regra fosse para todos. 

 

“Por que a central sindical não envia uma proposta ao Congresso, onde seria estipulado para todos os funcionários a carga horária de 40 horas semanais? Seria a forma correta de resolver isso”, sugere o diretor.

 

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul