O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou ontem que está descartado manter as atuais alíquotas reduzidas do Imposto sobre Produtos Industriais (IPI) para os automóveis. O imposto vai subir gradativamente a partir de janeiro, até retornar aos níveis pré-crise. “Não haverá volta atrás na questão do IPI. Ele vai subir mesmo”, afirmou Mantega, que não especificou de quanto seria o aumento nos primeiros meses.

Segundo o presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, o aumento do IPI preocupa a entidade porque a alta dos preços pode significar redução das vendas. O setor afirma ter gerado, com IPI reduzido, mais de 10 mil empregos diretos entre maio de 2012 e novembro de 2013.

Ele disse, entretanto, que o setor terá um bom desempenho em 2014 e que as perspectivas serão divulgadas em janeiro. “Temos preocupação com aumento de custos e viemos dizer ao governo que há crescimento de custos de maneira acentuada”, disse.

Ele citou o aumento do custo da mão de obra como um dos maiores, além do crescimento do gasto com matérias-primas. “Por isso viemos propor programa de aumento da exportação. Se conseguirmos voltar a exportar, significa que conseguimos voltar a ser competitivos”, afirmou.

Fonte: O Popular