O desempenho da indústria caiu 0,8%, puxado especialmente pelas produções mais fracas das indústrias de transformação e extrativa mineral

Indústria e investimento em baixa contribuíram decisivamente para o tímido crescimento da economia em 2012. Com peso decisivo na conta que mede a atividade econômica do País, ambos apresentaram desempenho negativo em 2012 e frearam a economia. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,9% no ano passado.

O desempenho da indústria caiu 0,8%, puxando especialmente pelas produções mais fracas das indústrias de transformação e extrativa mineral. A produtividade da indústria de transformação teve retração de 2,5%. Esse segmento agrega as produções de máquinas e equipamentos, metalurgia, caminhões e ônibus e produtos químicos, entre outros.

Já a indústria extrativa mineral engloba as produções de petróleo e de minérios. No ano passado, o desempenho desse setor caiu 1,1%. Ao mesmo tempo, a construção civil, que entra na conta da indústria, registrou avanço de 1,4%, Já a produção e distribuição de eletricidade, gás e água aumentou 3,6%.

“A renda real vem subindo, e sempre impacta no consumo de construção. Sem contar os programas de obras que impactam, e a expansão do crédito para habitação”, afirmou o gerente de Contas Nacionais do IBGE, Roberto Olinto.

Já a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que mede o volume de investimentos no País, despencou 4%. Foi a queda mais significativa desde 2009, quando a crise econômica abalou mercados em todo o mundo. Roberto Olinto destacou que o desempenho negativo do segmento de máquinas e equipamentos determinou esse resultado ruim, apesar dos números positivos da construção civil.

“O fator positivo foi a construção, cujo investimento cresceu 1,9%. A parte negativa ficou para máquinas e equipamentos, que teve queda de 9,1%”, observou Olinto.

A agropecuária também teve resultado negativo em 2012. A produção interna caiu 2,3% frente a 2011, influenciada por problemas climáticos que pesaram decisivamente na queda da produtividade. A safra de arroz despencou 15,4%; já a produção de soja teve retração de 12,3%, assim como a de cana (-5,6%), laranja (-4,3%), mandioca (4%) e algodão (-1,8%).

Já o setor de serviços apresentou resultado positivo, com alta de 1,7%. Olinto lembrou que o setor está muito ligado ao poder de consumo do brasileiro. Pela ótica do consumo, teve peso de 68,5% dentro do PIB.

Fonte: Terra