São Paulo – A corrida dos investidores para aplicar no PGBL e aproveitar o benefício fiscal tem prazo: 31 de dezembro, quando termina o ano fiscal. Só assim é possível abater o valor investido (até 12% da renda bruta anual) na base de cálculo do Imposto de Renda (IR) de 2015. O benefício se aplica a quem faz a declaração completa, indicada para contribuintes com renda maior e muitas despesas dedutíveis.

Com os investidores de olho no prazo, os meses de novembro e dezembro tradicionalmente concentram a maior parte das aplicações em PGBL do mercado. Cerca de 30% da receita do ano está concentrada nesses meses, de acordo com a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi). Os dados de 2014 ainda não foram compilados.

“Quem está empregado formalmente e tem plano empresarial não precisa se preocupar, pois geralmente a empresa faz a aplicação com desconto no holerite mês a mês. O problema pode surgir quando a pessoa tem plano individual, pois é preciso ficar mais atento ao prazo”, diz o presidente da FenaPrevi, Osvaldo do Nascimento. No caso dos planos individuais, muita gente espera os meses de novembro e dezembro para estimar a renda bruta do ano e calcular os 12%.

Como escolher

Além de lidar com critérios práticos, como a escolha do regime de tributação do Imposto de Renda (regressivo ou progressivo) e o modelo de Declaração de Ajuste Anual (simplificado ou completo), o investidor precisa avaliar outros pontos antes de optar por um PGBL ou VGBL.

O mais importante é saber para quê o dinheiro poupado será usado no futuro – sempre com a visão de longo prazo que a previdência demanda.

Fonte: O Popular