Salário é o principal motivo, mas frustração, ambiente da empresa e chefe também estão na lista negra dos trabalhadores

Estudo sobre motivação profissional, com trabalhadores brasileiros de diversas áreas, aponta que mais da metade dos profissionais está insatisfeita com o trabalho. Os motivos principais são salário baixo, espera demasiadamente longa por uma promoção, frustração por não estar fazendo o que é capaz, chefes e o ambiente corporativo. Pode estar na hora de mudar, mas antes de tomar uma decisão é preciso fazer uma autoavaliação para identificar os motivos do desânimo ou frustração.

O estudo, realizado pela 4hunter Consultoria, com 508 trabalhadores, mostrou que 55% deles estão insatisfeitos em seu trabalho atual. Entre os satisfeitos (45%), as razões que os motivam são satisfação pessoal ou paixão pelo que fazem (37,5%), remuneração (19,5%) e reconhecimento profissional (13,4%).

Do total, 29,6% dos entrevistados estão insatisfeitos com a remuneração, considerando salário e benefícios. Em seguida, o clima organizacional desmotiva 25,6% dos trabalhadores brasileiros e outros 20,6% têm a falta de reconhecimento profissional como motivador principal de seu descontentamento.

É importante ressaltar que a insatisfação é apenas com o trabalho e não com a carreira. Apesar de insatisfeitos com o emprego, 61,6% dos pesquisados informou estar feliz com a carreira, o que pode levar o profissional a buscar novas oportunidades. Segundo Matheus Amaral, especialista em recolocação profissional é preciso avaliar se o problema é realmente com a empresa ou se é algo pessoal. “A desmotivação pode estar ligada a uma imagem equivocada da rotina de trabalho. Antes de tomar uma decisão, o profissional deve avaliar se isso melhoraria em outra empresa”, diz.

Idade

A faixa etária acima dos 50 anos é a mais insatisfeita de todas com o emprego atual, segundo a pesquisa. De acordo com o levantamento, 59,6% dos profissionais desta idade não estão satisfeitos com seu empregador do momento. Outro dado curioso é que o que mais desmotiva os trabalhadores desta idade é justamente o clima organizacional da empresa (37,5%), seguido de remuneração (20%).

Os fatores que motivam ou desmotivam, identificados na pesquisa, mudam conforme a faixa etária do profissional. Jovens com idades entre 21 e 28 anos têm foco voltado, principalmente, à remuneração (26,8%), seguido de satisfação pessoal (20,7%) e reconhecimento profissional (19,5%).

Os trabalhadores que estão na faixa etária entre os 29 e 35 anos valorizam mais as atividades que desempenham e 35,5% deles colocam fazer o que se gosta em primeiro lugar. A remuneração (20,6%) também tem peso grande na avaliação de satisfação, assim como o bom nível de relacionamento com o gestor (16,1%).

Profissionais mais maduros, com idades entre 43 e 49 anos, valorizam mais a satisfação pessoal. O reconhecimento profissional, remuneração e clima organizacional aparecem empatados, com 10,7% cada.

Apesar de a insatisfação ser mais presente entre profissionais com idades acima de 50 anos, esta faixa também é a que mais valoriza a paixão pelo trabalho. O item é mais importante para a grande maioria dos trabalhadores consultados na pesquisa, nesta faixa etária, sendo que 63,4% deles o escolheram. Em menor escala, remuneração, reconhecimento profissional e clima organizacional seguem empatados, com 9,8% cada.

Sete dicas de como se motivar mais no trabalho

Processo e resultado

Trabalhe para alcançar uma meta, dedique-se à empresa, mas não culpe-se com os resultados, porque eles normalmente são relativos.

Deixe de lado as classificações

Não precisa classificar os acontecimentos como bons ou maus. Tentar pensar positivo quando algo nos acontece causa estresse/frustração. 

Aprenda a esquecer

Uma pessoa que aprende a relevar e a esquecer-se das coisas é exponencialmente mais feliz do que as outras. Não carregue experiências passadas no trabalho. Não olhe para aquele colega com o teu olhar do passado. Se tiver de fazer algo com ele, pense que será prazeroso, se não for, dê um desconto. Não faz sentido carregar tantas coisas negativas dentro de si.

Tenha consciência de situações externas

Você pode estar infeliz por se focar em excesso em si mesmo. Procure balancear sua mentalidade e leve essa consciência para situações externas, como problemas ambientais, sociais, entre outros. A sensibilidade é essencial. Ao invés de procurar concretizar suas paixões, foque-se em problemas que você pode ajudar a resolver.
   
Procure por problemas  que afetam você pessoalmente

Você será mais motivado a resolver problemas com os quais pode se relacionar em um nível pessoal. Pense em quantas pessoas bem-sucedidas atualmente que, no passado, foram afetadas pelo mesmo problema que buscam solucionar e veja que o fator pessoal é um grande impulso não apenas para a realização profissional, mas também para ajudar outros indivíduos.
 
Conecte-se com pessoas que trabalham com grandes problemas

O mundo não funciona como em uma sala de aula, em que cada problema pertence a uma matéria diferente. Pelo contrário, os problemas, especialmente os grandes, são multidisciplinares e exigem diferentes conhecimentos para serem solucionados. Como isso se aplica a você? Bem, isso quer dizer que, dentre todas as necessidades a serem atendidas, de alguma forma o seu conjunto de habilidades e currículo será útil.
 
Faça uma viagem

Esqueça os passeios turísticos. Ao invés disso, organize uma viagem que pode ajudá-lo a tomar melhores decisões em sua carreira e encontrar novas possibilidades de trabalho. Quanto mais experiências você vivenciar, mais perspectivas terá sobre as diferentes maneiras de se viver a vida.

Fonte: O Hoje (GO)