A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) perdeu força em duas das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) na segunda prévia de dezembro. Em Brasília, a taxa passou de 0,60% para 0,49% e no Recife, de 0,67% para 0,65%.

Em Salvador, a taxa passou de 0,55% para 0,65%; em Belo Horizonte, de 0,66% para 0,70%; no Rio de Janeiro, de 0,93% para 1%; em Porto Alegre, de 1,01% para 1,03% e em São Paulo, de 0,52% para 0,56%.

Considerando todas as capitais, o IPC-S acelerou sua variação para 0,75% nesta apuração, taxa 0,03 ponto percentual acima da registrada na última divulgação.

A gasolina ficou mais cara nesta semana (de 0,61% para 2,17%) e puxou o avanço de preços do IPC-S. O grupo transportes, do qual a gasolina faz parte, registrou a maior variação, de 0,28% para 0,67%.

No dia 29 de novembro, a Petrobras anunciou que os preços da gasolina e do diesel seriam reajustados a partir do dia 30 nas refinarias. O reajuste foi de 4% para a gasolina e de 8% para o diesel, atendendo aos princípios de uma nova política de preços a ser implementada pela empresa.

Também registraram avanço em suas taxas de variação de preços os grupos de educação, leitura e recreação (de 0,70% para 0,98%); alimentação (de 0,96% para 1,02%) e saúde e cuidados pessoais (0,42% para 0,46%).

Dentro de cada um desses grupos, os destaques ficaram com show musical (de -2,66% para 1,70%), refeições em bares e restaurantes (de 0,48% para 0,52%) e medicamentos em geral (de -0,04% para 0,05%).

Na contramão, registraram taxas de variação menores os preços de habitação (de 0,80% para 0,66%); comunicação (de 0,93% para 0,48%); vestuário (de 0,83% para 0,71%); e despesas diversas (de 1,09% para 0,87%).

Nestas classes de despesa, os destaques partiram dos itens: tarifa de eletricidade residencial (de 2,58% para 1,72%), pacotes de telefonia fixa e internet (de 1,45% para -0,01%), roupas masculinas (de 0,60% para 0,31%) e cigarros (de 2,07% para 1,49%).

Fonte: G1