As atividades que aceleraram o indicador foram alimentos, refino de petróleo e metalurgia

O Índice de Preços ao Produtor (IPP), que mede a evolução dos preços na porta de fábrica, registrou alta de 0,53% em agosto, ante julho. O indicador apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) acumula alta de 5,59% nos oito primeiros meses do ano – recorde para um mês de agosto – e de 7,53% em 12 meses.

Em agosto, assim como no mês de julho, houve aumento de preços em 16 dos 23 setores da indústria da transformação que compõem o índice. As atividades que aceleraram o indicador foram alimentos, refino de petróleo e metalurgia.

Influência no IPP

Os alimentos continuaram sendo a maior influência no avanço do IPP em agosto. O aumento de 2,04% nos preços alimentícios puxou a alta de 0,53% do índice no mês passado. Quatro produtos foram responsáveis por 45% dessa alta do setor.

A principal pressão altista continua vindo, sobretudo, da quebra na safra da soja nos Estados Unidos e por elevações de preços do produto no mercado internacional. Em agosto, ficaram mais caros as tortas, bagaços, farelos e outros resíduos da extração do óleo de soja, o óleo refinado e também o arroz. “Além da soja e derivados, o arroz apareceu pela primeira vez influenciando o índice. Isso mostra a importância dos problemas climáticos que reduziram a safra do Rio Grande do Sul”, disse Alexandre Brandão, gerente do IPP.

O suco de laranja contrabalançou as altas da soja e do arroz, impedindo um maior aumento dos preços de alimentos.

O setor de metalurgia foi um dos destaques, com uma reversão na curva de preços: após uma variação negativa de em julho (-1,20%), houve avanço de 0,82% em agosto. O que puxou a taxa foi o aumento no preço do lingote de aço.

 

Fonte: Diário do Norteste