O levantamento, que mede a expectativa dos brasileiros em relação à economia, aponta que 54% acreditam que a inflação vai aumentar nos próximos seis meses

A inflação se mantém como a principal preocupação do consumidor brasileiro, mostra pesquisa divulgada ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O levantamento, que mede a expectativa dos brasileiros em relação à economia, aponta que 54% acreditam que a inflação vai aumentar nos próximos seis meses, enquanto outros 15% afirmam que os preços vão subir.

O indicador está 4,3% menor em comparação ao mês passado e 7,4% inferior ao registrado em janeiro de 2011, o que sinaliza aumento do pessimismo com a evolução dos preços.

Ontem, pela nona semana seguida, o mercado financeiro reduziu a previsão para o IPCA em 2012. Segundo a pesquisa Focus divulgada ontem pelo Banco Central (BC), a mediana das estimativas para a inflação neste ano caiu de 5,29% para 5,28%. Há quatro semanas, a previsão estava em 5,32%. Para 2013, as projeções não foram alteradas pela nona semana seguida e segue a expectativa de alta de 5,00% para o IPCA.

Também foi mantida a estimativa suavizada para o IPCA nos próximos 12 meses que segue em 5,30%. Há um mês, a projeção estava em 5,33%.

Os brasileiros também começaram 2012 menos propensos a consumir do que estavam há um ano, no começo de 2011. De acordo com o Índice de Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC) medido pela CNI, apesar de o indicador ter ficado praticamente estável nos últimos meses, o resultado de janeiro foi 1,5% inferior ao obtido no início do ano passado.

Na comparação com dezembro, o INEC até subiu um pouco, com variação positiva de 0,2%. Mas como a própria CNI destaca no documento, “o índice encontra-se em patamar elevado na comparação com a série histórica, mas o otimismo já foi maior”.

Emprego

Apesar da melhora na comparação com o resultado de dezembro, a expectativa dos consumidores em relação ao emprego ainda é 3,1% pior do que a verificada em janeiro de 2011. A CNI destaca, porém, que essa variável inverteu a tendência de agravamento do pessimismo que vinha sendo registrada nos meses anteriores.

De acordo com o economista da entidade, Marcelo Azevedo, o maior otimismo das pessoas com o crescimento das vagas no mercado de trabalho se deve à confiança em que os contratos temporários para as vendas de fim de ano sejam efetivados neste começo de 2012.

Fonte: O Popular