Maior índice por categorias é referente às despesas pessoais

A inflação em Goiânia já começa o ano com o peso de ter a maior alta dos últimos seis anos para o mês de janeiro. Segundo a prévia do Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA-15) – que considerou valores coletados entre a última quinzena de 2011 e a primeira de 2012 –, os preços na capital goiana aceleraram, de modo geral, 0,53%.

A maior responsabilidade é da alta de 0,98% dos alimentos, por ser o grupo de maior peso nas finanças da população. Mas também contribuiram a habitação, com aumento de 0,59%, e as despesas pessoais, com 1,82%, conforme dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A superintendente de Estatísticas, Pesquisa e Informações Socieconômicas da Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan), Lillian Maria Silva Prado, explica que, tradicionalmente, o mês de janeiro apresenta índices altos. Ela firma que, em especial este ano, a maior influência está sendo do aumento do salário mínimo, de 14% (passou de R$ 545,00 para R$ 622,00).

Embora a nova remuneração só vá chegar ao bolso do trabalhador em fevereiro, desde agora, vários serviços já são reajustados. Artigos de papelaria e educação também puxam os indicadores de inflação para cima.

Mesmo assim, os números não assustam. Segundo o doutor em Economia Marcelo Ladvocat, a elevação do IPCA-15 deste mês em relação aos anos anteriores reflete claramente a opção de relaxamento do governo federal em relação às metas de inflação.

Na contramão do mundo, o País tem reduzido sistematicamente as taxas de juros, o que dá sinal de estabilidade frente à problemática da crise financeira mundial.

“A política adotada pela Dilma, de aumentar os gastos correntes para manter a economia, é a demonstração de que o governo pretende manter a taxa de crescimento do País superior à do resto do mundo. Para outros países, o Brasil tem se tornado uma ilha paradisíaca, com economia estável, sistema financeiro seguro e um fortíssimo mercado interno”, frisa.

Preços

Combinação indispensável na mesa do goiano, o feijão e o arroz estão na dianteira da inflação dos alimentos neste mês – tiveram reajustes de 8,56% e 2,66%, respectivamente.

O economista da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), Edson Novaes, explica que ambas as culturas foram prejudicadas por conta da seca vivida na Região Sul, que é uma das maiores produtoras.

Fonte: O Popular