Empresas de Goiás participam de projeto que as capacita e avalia potencial para comércio com o exterior

Trabalhar o potencial das indústrias goianas visando o mercado exterior, esse é o objetivo do projeto iniciado há cinco anos entre o governo de Goiás através da Secretaria de Estado de Indústria e Comércio (SIC) e Universidade Federal de Goiás (UFG). Durante o período foram atendidas 356 indústrias e destas 41 foram identificadas com real potencial exportador.

O programa goiano integra o Projeto Extensão Industrial Exportadora (Peiex), da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex). Dentre as empresas goianas, mais preparadas a negociar no mercado internacional há quem já se programe para exportar no ano que vem. Todo o esse processo resultou em projeto único que cada empresário possui do próprio negócio.

O superintendente de comércio e serviços da Secretaria de Estado de Indústria e Comércio, Danilo Ferreira Gomes, explica que exportar não é tarefa fácil e a maior dificuldade das pequenas e médias indústrias ocorre inicialmente por falta de informação. Por isso o trabalho dele começou no interior da empresa, com professores da universidade fazendo um completo diagnóstico da situação da indústria, do produto final e do mercado almejado.

Gomes explica que, antes de expandir o negócio, é necessário que a empresa avalie se tem uma gestão sólida, é preciso analisar o produto final e ver se adapta ao gosto do público do país importador, é imprescindível avaliar o mercado consumidor e adequar a equação mercado x produto. “Não interessa se a empresa é pequena, média, todas têm de passar por essas avaliações. Todas as indústrias atendidas têm potencial para exportar depende do próprio empresário, mas há algumas que estão mais preparadas”, argumenta.

Produção pequena

Danilo Ferreira Gomes relata o caso de uma indústria de cosméticos que tem potencial para exportar para a China, mas não tem escala. “Isso é preocupante, porque o principal ele já fez, o produto foi bem aceito, mas consegue produzir em quantidade para atender o pedido”, diz. Das 41 indústrias com alto potencial exportador estão empresas dos segmentos de alimentos e bebidas, moda, TI e cosméticos.

Olho no mercado

O empresário Celso Flávio da Silva, proprietário da indústria de cosméticos Vitalife, está no mercado desde 2001, mas há três está de olho no mercado internacional. Frequentou feiras de negócios nacionais e internacionais e eventos em busca de informações e possíveis negócios. E deu certo, tanto que no próximo ele começa a exportar para a Colômbia.

Mas o propósito primordial de Flávio não era negociar no mercado internacional. O empresário explica que uma marca bem posicionada fora do País consegue melhores resultados no Brasil e que este propósito já foi alcançado. ”Agora o que vier é lucro”, diz.

Apex

Os 41 empresários foram convidados para participar de um seminário realizado na SIC, ontem à tarde, quando membros da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), estiveram em Goiânia para falar dos programas e dos incentivos que a agência provê para que os empresários brasileiros possam alcançar vôos internacionais. A gestora da unidade de projetos especiais, Mônica Vanise Araújo da Costa, apresentou os projetos de promoção comercial – em que a agência possibilita o contato com compradores internacionais –, os projetos setoriais que são realizados em parcerias com entidades brasileiras, projetos de posicionamento de imagem – em que a agência aproxima empresas brasileiras de parceiros comerciais extrangeiros. Ela também demonstrou o que é prospectado durante eventos como Fórmula Indy, Carnaval e outros eventos internacionais realizados no Brasil.

 

Fonte: O Hoje