De olho no crescimento da demanda, indústrias investiram na produção e a importação de bens de capital, produtos químicos, peças e equipamentos para máquinas e motores aumentou 29,6% em Mato Grosso do Sul, de 2012 a 2013. O número empolga empresários e entidades, que falam em retomada da expansão do setor no Estado.

De acordo com levantamento do Radar Industrial da Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul), o valor gasto em importação saltou de US$ 515,7 milhões para US$ 668,3 milhões. “O crescimento reforça a expansão do setor, com as indústrias investindo pesado na ampliação da capacidade produtiva”, disse o diretor-corporativo da Fiems, Jaime Verruck.

Ele destacou ainda que “a importação de bens de capital, máquinas, equipamentos e demais insumos demonstra a preocupação das indústrias com a modernização das suas respectivas linhas de produção”. “Essa dinâmica caracteriza a crescente necessidade de aumento da capacidade competitiva e absorção de novas tecnologias”, emendou.

Com seis unidades em Mato Grosso do Sul, o Grupo JBS-Friboi acompanhou de perto a evolução no quesito importação, segundo o gerente comercial regional Eduardo Azzi. Além de buscar fora do país cortes de carne diferenciados, a empresa importou equipamentos para garantir “eficiência” na linha de produtos congelados, como hambúrguer, almôndegas e kibe.

“A demanda tem aumentado e a gente procura agregar qualidade ao consumo e eficiência na linha de produção”, destacou Azzi. Este ano, ele prevê a continuidade da “onda positiva” com crescimento mínimo de 15%. “É um ano de oportunidades com a Copa do Mundo no Brasil”, comentou.

Outros dados – Ainda conforme o Radar Industrial, as importações totais de Mato Grosso do Sul passaram de US$ 5,11 bilhões, em 2012, para US$ 5,65 bilhões, em 2013, uma elevação de 10,6%. É destaque a evolução nos grupos “Gás Natural”, “Bens de Capital”, “Produtos Químicos, e “Peças e Equipamentos para Máquinas e Motores”.

A expansão da importação do gás natural decorre do aumento na quantidade consumida do gás boliviano pelo Brasil. Em 2012, foram importados 11,58 bilhões de metros cúbicos, com custo de US$ 0,28 o metro cúbico, enquanto em 2013 o volume importado se elevou para 13,21 bilhões de metros cúbicos ao mesmo custo do ano anterior, totalizando US$ 3,66 bilhões em aquisições do produto.

Quanto ao grupo “Bens de Capital”, o destaque ficou por conta das caldeiras para água superaquecida, que totalizaram investimento de US$ 57,80 milhões. Os principais países fornecedores foram China, Áustria, Finlândia, Suécia, Alemanha, Itália, Japão e Estados Unidos, que, somados, venderam para Mato Grosso do Sul o equivalente a US$ 281,86 milhões.

Já no grupo “Produtos Químicos” a elevação se deu em função do aumento nas importações de “Outros Cloretos de Potássio Diidrogeno-ortofosfato de Amônio” e “Hidrogeno-ortofosfato de Diamônio”. Em 2013, o total comprado do exterior alcançou a cifra de US$ 270,89 milhões, resultado 15,5% maior que o obtido em 2012. Os principais fornecedores foram Estados Unidos, Rússia, Marrocos, Canadá, Belarus, Alemanha, China e Israel.

No grupo “Peças e Equipamentos para Máquinas e Motores”, o que mais se comprou foi “Turbo Compressores de Ar, Partes de Outras Turbinas a Gás” e “Outros Materiais, Máquinas, Aparelhos para Produção de Frio e Bombas de Calor”. O volume total, em 2013, alcançou a 3,75 mil toneladas, resultado 43,4% maior que o obtido em 2012.

Fonte: Campo Grande News