Soma das riquezas do Estado avançou 3% no terceiro trimestre do ano

No terceiro trimestre de 2013, o produto interno bruto (PIB), que corresponde a soma de todas as riquezas goianas, aumentou 3% se comparado com o mesmo período de 2012. O estudo do Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Socieconômicos da Secretaria de Gestão e Planejamento (IMB/Segplan) apontou que Goiás cresceu mais que a média nacional. No mesmo período de comparação, o PIB brasileiro cresceu 2,2%. Os segmentos que puxaram a alta do PIB foram a indústria e o setor de serviços que tiveram elevação de 4,5% e 3% respectivamente.

Segundo a chefe do gabinete de gestão do IMB, Lillian Prado, esse resultado mostra que o Estado teve o terceiro trimestre bem positivo se comparado aos resultados do segundo trimestre do ano, cujo PIB goiano cresceu apenas 1,5%. “É claro que não vamos alcançar os números de 2010 e 2011, mas mantivemos o equilíbrio nas contas e não houve queda nos índices. Por isso consideramos que o terceiro trimestre foi positivo”, diz.

Indústria

Destaque no PIB goiano nos meses de julho, agosto e setembro, a indústria de Goiás foi impulsionada pelos segmentos de transformação, extrativa e construção civil. A indústria de transformação teve bons resultados em todos os segmentos, principalmente produtos químicos e minerais não metálicos.

 

De acordo com a pesquisa Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF/IBGE), a indústria de Goiás variou 9,0% no terceiro trimestre de 2013. No cômputo do índice, o segmento que mais pesou foi a indústria de produtos químicos seguida com 19,6%, seguida pela extrativa e de minerais não metálicos, com variação de 8,7%.

 

Na construção civil, foram importantes obras de empreendimentos imobiliários, rodovias e ferrovias, assim como de urbanização e saneamento básico. A única queda ocorreu na atividade de eletricidade, gás, água e limpeza urbana (Siup), devido à menor geração de energia nas usinas de Serra da Mesa e São Simão, motivada pela mudança no regime de chuva ocorrida em Goiás. De acordo com Lillian Prado, a indústria goiana teve um comportamento ruim no primeiro e segundo trimestre do ano. Resultado que não costuma ocorrer nesse setor.

Na comparação com o terceiro trimestre de 2012, o setor de serviços cresceu em igual período neste ano 3%. Os segmentos que puxaram a alta foram: subsetor de transportes, resultante da expansão no modal rodoviário. Já as atividade do comércio, administração pública, serviços prestados às empresas e aluguel registraram crescimento. (Com informações da Comunicação Setorial Segplan)

Agropecuária avançou 1% no Estado

O segmento agropecuário foi o que registrou a menor variação no terceiro trimestre de 2013, com crescimento de apenas 1%. Segundo informações do IMB, esse resultado foi o menor registrado nos últimos quatro anos. Segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA/IBGE) de outubro de 2013, a safra goiana de grãos apresentou queda de 1,4% no comparativo com a safra de 2012.

Conforme dados do LSPA, o milho, uma das principais culturas do Estado, recuou 6,6% no ano devido à perda provocada pela falta de chuva no período de formação do grão. A cana de açúcar cresceu 14,7%, enquanto o feijão e o algodão registraram quedas, respectivamente, de 18% e 41,8%. Além disso, em 2012, a agricultura goiana teve resultados especulares e pode contar até com fenômenos climáticos que ocorreram em favor do Brasil e beneficiaram os Estados produtores de grãos. A quebra de safra de milho nos Estados Unidos abriu oportunidade para que o Brasil exportasse o grão e melhorasse significativamente os resultados da balança comercial. A pecuária goiana apresentou seu comportamento típico, com crescimento moderado de 0,9%. 


Fonte: O Hoje