As áreas prioritárias para o ensino profissional para jovens são as mesmas da formação de adultos

Adeus aos cursos de multimédia, informática, de marketing ou de animador sociocultural, que até agora tiveram forte presença na oferta do ensino profissional disponibilizada pelas escolas secundárias públicas. A partir do próximo ano lectivo, as áreas prioritárias de formação passarão a ser metalurgia e metalomecânica, electricidade e energia, electrónica e automação, tecnologia dos processos químicos, construção e reparação de veículos a motor, entre outras ligadas aos sectores de bens e serviços transaccionáveis ou geradores de emprego.

A reforma do ensino profissional para jovens será anunciada esta semana pelo Ministério a Educação e Ciência, mas as Direcções Regionais de Educação já estão a enviar às escolas as alterações previstas para o próximo ano lectivo. Um documento com as “orientações para a constituição da rede de ofertas formativas” da Direcção Regional de Educação do Centro (DREC), divulgado no site da Federação Nacional de Professores (Fenprof), enumera 16 áreas prioritárias de educação e formação para o ensino profissional onde figuram também as áreas de produção agrícola e animal, silvicultura e caça e pescas.

Em 2011, 48,9% dos alunos que chegaram ao ensino secundário optaram por cursos profissionais. As áreas prioritárias para ensino profissional destinado aos jovens são as mesmas que foram anunciadas pelo MEC, na semana passada, para os cursos de Educação e Formação de Adultos, destinados a maiores de 18 anos.

O documento da DREC confirma também que no próximo ano lectivo, as escolas públicas só poderão abrir turmas EFA de dupla certificação (escolar e profissional). Para além desta mudança, a prioridade na formação de adultos volta a ser o ensino recorrente, que praticamente tinha desaparecido das escolas públicas.

Mínimo 30 alunos

À semelhança do que foi determinado para o ensino regular, o número mínimo e máximo de alunos por turma também vai aumentar nas outras modalidades formativas. Conforme determinado num despacho de Abril, no ensino recorrente só poderão abrir turmas com um mínimo de 30 alunos, devendo esta “ser extinta e agregada noutra se o número de alunos se reduzir a menos de 25”.

Em resposta a questões do PÚBLICO, o gabinete de imprensa do MEC justifica a medida, afirmando que “não tem sentido nenhum que turmas para adultos tenham uma dimensão menor que as dos jovens como tem acontecido em muitos casos”. A oferta de ensino recorrente será concentrada “num grupo seleccionado de escolas com comprovadas condições para tal”, segundo anunciado pela secretária de Estado do Ensino Básico e Secundário, Isabel Leite.

Nos Cursos de Educação e Formação destinados a jovens a partir de 15 anos com um historial de insucesso escolar, o número de alunos por turma passará a ser de 20 a 25. Actualmente, o número máximo de alunos por turmas nestes cursos é de 20.

Fonte: Público Digital (PT)