Números do IBGE mostram que o setor no Estado registrou alta 24,7% em março

Com o 11º resultado anual positivo consecutivo, a produção da indústria goiana foi a que mais avançou em março, entre 14 regiões pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O crescimento naquele mês chegou à casa dos 24,7% e supera o segundo colocado, o Paraná (+15%), em quase dez pontos percentuais. No País, o índice ficou negativo em -2,1%.

Como já previsto, a maior contribuição neste índice veio do setor de produtos químicos, com crescimento de 70,2%, influenciado pela produção de medicamentos. As indústrias de alimentos e bebidas, motivadas em maior parte, pela fabricação de molhos de tomate, maionese, refrigerantes e farinhas cres­- ceram 7,3%.

A produção de minerais não metálicos avançou 28,3% e a metalurgia básica 23,7%, impulsionados em grande parte pela maior produção de cimentos e ferronióbio, respectivamente. A única queda veio da indústria extrativa (-4,0%) em função da menor produção de amianto.

O setor industrial de Goiás também liderou o ranking de crescimento em outras duas comparações. No acumulado do primeiro trimestre avançou 18,8%, longe do segundo colocado, a Bahia (8%). O resultado deu contribuição positiva para que a taxa negativa de -3% registrada pela média nacional não fosse ainda menor. Oito Estados tiveram índices negativos nessa análise.

Na taxa anualizada, índice acumulado nos últimos 12 meses, o resultado volta a mostrar o vigor da indústria goiana. Enquanto sete estados tiveram queda e colaboraram para que a média nacional ficasse negativa, em -1,1%, entre abril de 2011 e abril de 2012, as indústrias do Estado produziram 11,4% a mais nesse período sobre o anterior.

Comparativo

Já em relação ao mês de fevereiro o crescimento alcançado pela indústria goiana foi de 6,7% e o Estado caiu uma posição no ranking, ficando atrás apenas de um crescimento de 9,8% do Paraná. A média nacional voltou a se mostrar negativa na taxa mensal (-0,5%).

O economista da Federação das Indústrias de Goiás (Fieg), Wellington Vieira, lembra que a indústria goiana tem sempre se configurado entre as primeiras posições na produção nacional. Segundo ele, os números negativos ou estáveis registrados na maior parte dos estados são resultados da conjuntura econômica, da contenção do consumo adotada pelo governo federal ano passado e que demora a mostrar sinais de retomada, além da incerteza a respeito do cenário futuro da economia mundial que derruba os preços dos produtos nacionais.

Fonte: O Hoje (GO)