O IPP mede a evolução dos preços de produtos na “porta da fábrica”, sem impostos e fretes

O Índice de Preços ao Produtor (IPP) teve variação nula (0,00%) em novembro, número inferior ao observado em outubro (0,76%). Ao comparar o mês atual com o mesmo mês de 2010 (acumulado em 12 meses), a variação de preços foi de 3,20%, contra 4,68% em outubro. Já o indicador acumulado no ano atingiu 2,76%, contra 2,77% em outubro. Os números foram divulgados hoje pelo IBGE.

O IPP mede a evolução dos preços de produtos na “porta da fábrica”, sem impostos e fretes, de 23 setores da indústria de transformação. 

13 das 23 atividades pesquisadas apresentaram alta de preços

Em novembro de 2011, 13 das 23 atividades apresentaram variações positivas de preços, contra 17 do mês anterior. As quatro maiores foram impressão (6,21%), papel e celulose (-2,31%), bebidas (2,20%) e calçados e artigos de couro (1,48%). Em termos de influência, sobressaíram alimentos (-0,08 p.p.), papel e celulose(-0,07 p.p.), metalurgia (-0,07 p.p.) e refino de petróleo e produtos de álcool (0,06 p.p.). 

O indicador acumulado no ano atingiu 2,76%, contra 2,77% em outubro. Entre as atividades que tiveram as maiores variações percentuais sobressaíram: calçados e artigos de couro (16,40%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-11,39%), outros produtos químicos (10,03%) e borracha e plástico (8,61%). Já os setores com maior influência foram outros produtos químicos (1,03 p.p.), alimentos (0,57 p.p.), refino de petróleo e produtos de álcool (0,55 p.p.) e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-0,41 p.p.).

Ao comparar novembro de 2011 com novembro de 2010, a variação de preços foi de 3,20%, contra 4,68% em outubro. As quatro maiores se deram em calçados e artigos de couro (18,23%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-10,70%), outros produtos químicos (10,63%) e bebidas (10,57%). As principais influências para este indicador vieram de outros produtos químicos (1,09 p.p.), alimentos (0,74 p.p.), refino de petróleo e produtos de álcool (0,68 p.p.) e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-0,39 p.p.).

Os preços dos alimentos variaram negativamente (-0,40%) na passagem de outubro para novembro, após quatro variações positivas consecutivas. Por isso, o setor acumula variação de 3,03% no ano. Na comparação com outubro, os quatro produtos com maior influência no resultado somaram -0,37 p.p. (em -0,40%), sendo que apenas carnes de bovinos frescas ou refrigeradas apresentou influência positiva de destaque. Os demais produtos de grande expressão, porém com influência negativa, foram: óleo de soja em bruto, mesmo degomado; sucos concentrados de laranja; e resíduos da extração de soja. No acumulado em 12 meses, o setor havia acumulado, até outubro, 9,89%. Em novembro, na mesma comparação, 3,97%, o menor resultado alcançado para este índice desde o início da série, sendo o principal responsável pela redução média de preços o produto resíduos da extração de soja.

Os preços do setor de papel e celulose mantiveram a tendência de queda apresentada no mês anterior. Na comparação com outubro, a queda foi de 2,31%. Já os resultados dos outros indicadores mostram a queda de preços apresentada pelo setor nos últimos meses. No acumulado no ano, o resultado foi de – 8,27% e no acumulado em 12 meses, de – 8,97%. Celulose é o principal destaque nos resultados. O produto apresentou tanto as maiores variações negativas de preço como também as maiores influências nos três indicadores.

 

A atividade de refino de petróleo e produtos do álcool registrou alta de preços da ordem de 0,55% em novembro com relação a outubro de 2011, seguindo trajetória positiva registrada nos últimos três meses. Os quatro principais produtos (querosenes de aviação, gasolina automotiva, óleos lubrificantes básicos e álcool etílico – anidro ou hidratado), em termos de influência, somaram 0,5 p.p. da variação de novembro contra outubro. 

Tal resultado eleva o acumulado no ano para o setor de 4,51% de janeiro a outubro, para 5,09% de janeiro a novembro. Por outro lado, ao se comparar o resultado do indicador mês / mesmo mês do ano anterior, houve uma redução em novembro, com valor de 6,36%, com relação a outubro, cujo valor havia sido de 6,47%. 

A variação de preços do setor de outros produtos químicos em novembro ficou em -0,32% em relação a outubro de 2011. Os quatros principais produtos (polipropileno, propeno –propileno – não saturado, etileno – eteno – não saturado e adubos ou fertilizantes à base de NPK”), em termos de influência, somam 0,19 p.p. de 0,32%, portanto, a influência dos demais produtos foi negativa (0,51 p.p.). Este resultado reverte a trajetória observada nos últimos dois meses, com registro de variações positivas acima de 2%. No acumulado do ano o setor registra 10,03% de janeiro a novembro, enquanto no indicador mês / mesmo mês do ano anterior, a variação se encontra em 10,63%.

Após dois meses de alguma recuperação de preços, o setor de metalurgia voltou a registrar variação negativa (- 0,80%), em novembro com relação a outubro, em função, particularmente, da queda de preços do alumínio no mercado internacional. A atividade registra uma variação negativa no acumulado do ano de 1,78% e de -2,53% nos últimos 12 meses.

A atividade equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos registrou variação negativa de preços de -0,36% em novembro com relação a outubro. Em termos de influência, os quatro principais produtos (telefones celulares, rádios receptores para qualquer uso, mesmo combinados com outros aparelhos, medidores de consumo de eletricidade e computadores pessoais somaram – 0,44 p.p. Com isso, foi revertida a variação positiva do mês anterior e retomada a tendência de baixa no ano, atingindo, de janeiro a novembro, variação negativa de 11,39%. Com relação aos últimos 12 meses, o indicador acumula variação negativa de 10,70%.

Veículos automotores registraram variação positiva de 0,49% em novembro com relação a outubro de 2011. No acumulado do ano, a atividade apresentou 2,34% de variação de janeiro a novembro, caracterizando crescimento que se acentua desde setembro de 2011, quando registrava 0,86%. O resultado para o índice mês / mesmo mês do ano anterior apresenta resultados similares: 2,29% para novembro 2011 / novembro 2010, sendo 1,48% em outubro de 2011.

Fonte: Jornal do Brasil