Pesquisa aponta que 35,4% das famílias de Goiânia – um total de 140.321 – tiveram dívidas este mês contra 35,5% em dezembro

Este mês, 35,4% das famílias de Goiânia, ou um total de 140.321, disseram estar endividadas conforme pesquisa realizada pela Federação do Comércio (Fecomercio) realizada com uma amostra de 500 famílias. Esse índice apresenta estabilidade sobre dezembro, quando foi verificada taxa de 35,5%. Já na comparação com janeiro de 2011, quando 36,8% das famílias estavam endividadas, houve queda.

Segundo o presidente da Fecomercio, José Evaristo dos Santos, o resultado de Goiânia em janeiro é considerado positivo, principalmente se comparado à média nacional do período, de 58,8% das famílias endividadas. A pesquisa apontou ainda que 15,3% das famílias goianienses têm dívidas ou contas em atraso, e 7,4% afirmaram que não terão condições de pagar seus débitos. José Evaristo diz que esses índices não são expressivos e portanto não preocupam.

Tradicionalmente em fevereiro o índice de famílias endividadas costuma crescer, puxado pelas compras de final de ano e despesas extras com material escolar, matrícula e uniforme, e ainda com viagens e férias. Entre os tipos de dívidas das famílias goianienses em janeiro, o cartão de crédito segue na liderança, com 68,5%, vindo em seguida os carnês (34,8%), crédito pessoal (20,4%) e financiamento de carro (13,8%).

Intenção de consumo
Cautela é a palavra-chave do consumidor neste início do ano. A pesquisa Intenção de Consumo das Famílias realizada pela Fecomercio em Goiânia apurou recuo em janeiro (132,5 pontos) na comparação com dezembro (139,1 pontos), sendo que zero a 100 pontos indica pessimismo e acima de 100 pontos mostra otimismo. Em janeiro de 2011 a pontuação atingiu 146,9.

Conforme a pesquisa, houve queda em todos os indicadores – emprego atual, perspectiva profissional, renda atual, acesso a crédito, nível de consumo atual e perspectiva de consumo. A exceção ficou com o momento para duráveis, por causa das liquidações de janeiro e da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) nos eletrodomésticos da chamada linha branca (fogão, geladeira, máquina de lavar roupa).

Segundo José Evaristo, o consumo só deve voltar a crescer a partir do segundo trimestre do ano. Entretanto, o comércio varejista de Goiânia trabalha com a perspectiva de crescimento de 6% no faturamento em 2012, sobre 2011, caso não haja reflexos do agravamento mais acentuado da crise dos países europeus na economia brasileira.

Fonte: O Hoje