Nos últimos 20 anos, mais de 2 mil indústrias se instalaram em Goiás, além de outras que se expandiram, investindo mais de R$ 45 bilhões e gerando 240 mil empregos diretos. A informação é do secretário de Desenvolvimento (SED), Leandro Ribeiro, ao contestar a pesquisa de Alexandre Rezende Silva, da Universidade Federal de Goiás, que questiona os incentivos fiscais e afirma que eles não geram retorno nem criam empregos.

“Se não fossem os atrativos dos incentivos fiscais, que inclusive são adotados por outros estados, qual empresário deixaria o eixo São Paulo, Minas e Rio de Janeiro, onde está o grande centro consumidor do País, para vir para Goiás? Já respondo, nenhuma”, afirma o secretário.

Segundo ele, os incentivos fiscais oferecidos pelo Governo de Goiás, através do programas Fomentar e Produzir, mudaram o cenário da economia goiana, com a diversificação do parque industrial, com a interiorização do desenvolvimento, com a agregação de valor à produção primária, com mais geração de empregos e aumento da renda da população. “Goiás é o Estado que mais tem gerado empregos no País, nos últimos anos, e atribuo isso às empresas que se instalaram por aqui, atraídas pelos incentivos”, destaca Ribeiro.

Competitividade

A advogada e consultora Neuza Maêve participou da elaboração do primeiro contrato do Fomentar, no final da década de 1980. Desde então, acompanhou de perto o crescimento do projeto e o surgimento do Produzir. “Eu não vejo o incentivo fiscal como uma renúncia de receita. A empresa faz um contrato de financiamento com o Estado, paga juros e depois paga a dívida em conformidade com o que dá de retorno para o Estado. Renúncia é quando há isenção, ou seja, você deixa de receber algo”, explica a consultora, ao comentar sobre o Fomentar.

Ela também vê o programa de atração de investimentos como uma forma de manter a competitividade do que é produzido em Goiás em relação aos outros mercados. “Cada Estado trabalha com as condições que tem. Aqui em Goiás, estamos longe dos grandes centros e a questão do frete, por exemplo, onera os produtos. De certa forma, o incentivo compensa esse custo. Em outro caso, a mercadoria chegaria aos grandes mercados consumidores com preço final mais elevado”, afirma.

O advogado tributarista Sidnei Pimentel observa que no estudo do pesquisador da UFG faltou analisar que a conta a ser feita não é quanto o Estado faz renúncia de imposto gerado pelas empresas. “Com a empresa, o Estado tem 30% de 100%, por exemplo, mas sem ela teria 100% de zero”, afirma. Ele explica que a geração de empregos é uma das contrapartidas diretas exigidas pelo Estado para inclusão de empresas no programa de incentivo.

Comunicação Setorial SED

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