Servidores do IFG estão em greve desde o dia 15 de agosto de 2011

O Sindicato dos servidores em Instituições Federais de Educação Tecnológica de Goiânia (Sintef) está realizando, durante os dias 27, 28 e 29 de setembro uma ação para chamar a atenção da população e de autoridades para a greve da categoria. Os grevistas estão participando do projeto Caminhando pela Educação, no qual os servidores caminham em volta do Instituto Federal de Goiás (IFG) durante 36 horas.


Servidores caminham entorno do IFG para chamar a atenção das autoridades pelo movimento paredista

De acordo com o representante do comando de greve, Josué Vidal Pereira, essa iniciativa “é uma forma de chamar a atenção das autoridades e da comunidade para o nosso movimento e as nossas necessidades”, diz.

Greve

Os servidores federais do Estado estão em greve desde o dia 15 de agosto. Segundo Josué Vidal, o movimento paredista foi a ultima alternativa para buscar melhorias estruturais, condições de trabalho e reajustes salariais. “O governo está falando muito de aumentar o número de escolas técnicas, mas isso não vem acompanhado da questão qualidade, com a contratação de professores efetivos, da melhoria da estrutura e as questões salariais porque a gente tem uma inflação galopante corroendo o poder de consumo dos trabalhadores e o governo não acena com a possibilidade de dar um reajuste digno”, desabafa.

De acordo com o representante do comando de greve, apenas uma proposta de 4% de reajuste foi feita por parte do governo, sendo que esta beneficiaria apenas os docentes. “O governo não acena qualquer percentual para os servidores”, conta.

Josué conta que a paralização é nacional e só deve voltar as atividades normais quando houver uma negociação digna. De acordo com ele, em Goiás, todos os campi (exceto o de Rio Verde) estão paralizados.

Pauta de reivindicações dos servidores:

  • Reajuste emergencial de 14,67% (inflação IPCA + variação do PIB);
  • Destinação de 10% do PIB para a educação pública;
  • Reestruturação da carreira dos docentes e dos técnicos-administrativos em educação;
  • Democratização das instituições federais da educação básica, profissional e tecnológica;
  • Realização de concursos públicos para a contratação de professores efetivos;
  • Fim da terceirização de serviços nas Instituições Federais de Ensino.
     

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Fonte: Assessoria de Comunicação SindMetal-GO