Ontem, os 4.000 trabalhadores da planta cruzaram os braços em protesto contra o valor da PLR

A greve dos metalúrgicos na fábrica da Volvo, em Curitiba, entrou nesta quarta-feira (16) em seu segundo dia.

Ontem, os 4.000 trabalhadores da planta, que é a principal unidade fabril da Volvo na América Latina, cruzaram os braços em protesto contra o valor da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) oferecido pela empresa.

A fábrica está completamente paralisada. Cerca de 220 veículos, entre ônibus e caminhões que são distribuídos para toda a América Latina, deixaram de ser produzidos.

A Volvo ofereceu R$ 15 mil de PLR, além de abono de R$ 6.000 –mesmos valores do ano passado, quando a montadora pagou um dos maiores bônus do país entre as indústrias de automóveis.

A empresa ainda propôs aumento real de 2,51% aos funcionários.

O Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba, ligado à Força Sindical, reivindica R$ 18 mil de PLR, além de 3% de aumento real.

Empresa e sindicato continuam em negociação. Uma nova assembleia está marcada para a manhã desta quinta-feira (17), mas a Volvo não apresentou oficialmente nenhuma nova proposta até agora.

De acordo com Nelson Silva de Souza, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba, a Volvo argumenta que o momento não é dos melhores para a empresa, já que houve queda de 10% nas vendas em relação ao primeiro trimestre de 2011.

Hoje, a matriz da montadora, na Suécia, divulgou que as vendas de caminhões do mês de abril na América Latina foram 30% menores do que no mesmo período do ano passado.

A queda se deve principalmente à exigência, neste ano, de um novo padrão de emissão de poluentes no Brasil (o Euro 5), o que estimulou a pré-compra de caminhões no ano passado.

Para o sindicato, porém, ainda há possibilidade de que a empresa melhore os valores propostos aos metalúrgicos. “Nós queremos pelo menos uma correção [no valor da PLR]”, diz Souza.

Fonte: Folha.com