Por causa  da grande onda de violência, o Governo francês proibiu manifestações no país contra a nova reforma trabalhista. É a primeira vez que isso acontece desde que começaram os protestos. Já são 350 policiais feridos, dois jovens espancados pela polícia, sendo que um deles perdeu um dos olhos, e um carro incendiado com dois policiais dentro.

A reforma trabalhista foi apresentada em fevereiro de 2016 e tem causado rejeição e revolta. O projeto visa tornar mais fácil as demissões e dar limite às indenizações das empresas para promover emprego. O Governo propôs também penalizar os contratos temporários para beneficiar a contratação por tempo indefinido.

Em pelo menos duas regiões, os postos de gasolina estão no limite de suas reservas porque os caminhoneiros bloquearam as refinarias e os depósitos de armazenamento de combustível.

O primeiro-ministro da França, Manuel Valls declarou que os sindicatos deveriam refletir sobre como essas manifestações têm causado tanta violência. Já o líder do Comendo Geral dos Trabalhadores (CGT), Philippe Martinez, disse que o presidente deve “ouvir” a raiva da categoria trabalhista e que é necessário continuar com o protesto.