Mesmo reunindo líderes da Câmara dos Deputados, do Senado e até a base governista para tentar diminuir a infidelidade dos parlamentares e adiar a votação das “pautas-bomba”, o Planalto deverá enfrentar, nessa quarta-feira, 05 de agosto, a apreciação do primeiro projeto polêmico pelo Congresso.

A votação a ser realizada na Câmara diz respeito à proposta de emenda à Constituição (PEC) que eleva os salários do advogado-geral da União e dos procuradores estaduais e municipais, além de aumento escalonado para as outras faixas dessas categorias e para as carreiras de delegado da Polícia Federal, da Polícia Civil e do Distrito Federal.

Colocado em votação na noite desta terça-feira, 04 de agosto, o requerimento do governo para adiar a apreciação do projeto foi rejeitado, por 278 contra, 179 a favor e uma abstenção.

A intenção em adiar a apreciação da pauta era conseguir levar a votação para a última semana de agosto, possibilitando ao Planalto a apresentação de um texto alternativo para projetos que causam “efeito negativo para as contas públicas”, como definiu o presidente da Câmara, Eduardo Cunha.