No acumulado do quadrimestre, mais de 33,7 mil novos postos de trabalho já foram criados em todo o Estado

Goiás gerou 10,6 mil novos postos de trabalho com carteira assinada no mês de abril, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado ontem, pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Com o saldo, a expansão do emprego em Goiás foi de 0,86% no mês passado e encontra-se bem acima da média nacional que, com 105.384 empregos, foi ampliada em 0,26%. O resultado é ainda o maior da região Centro-Oeste.

Embora superior às médias regional e nacional, o volume de empregos em Goiás continua desacelerando e atingiu o menor nível para os meses de abril desde 2007, quando foram registradas 7.329 novos empregos criados. O saldo do mês passado também é inferior aos 18.676 postos criados no mês de abril de 2013, o recorde histórico para o mês.

O saldo corresponde à diferença entre 70.302 admitidos contra 59.702 demitidos, o que colocou Goiás em 5ª lugar no Ranking de geração de empregos do País. Os setores de atividade que mais contribuíram para esta expansão foram: indústria de transformação (+3.077 postos), agropecuária (+2.690 postos), construção civil (+2.436 postos) e serviços (+2.428 postos).

Nos quatro primeiros meses do corrente ano houve acréscimo de 33.795 postos (+2,80%), o melhor resultado da Região.

Segundo o Superintendente Regional do Trabalho e Emprego em Goiás, Arquivaldo Bites, o estado de Goiás mostra-se muito mais atrativo que as demais regiões devido aos seus aspectos climáticos, posicionamentos logísticos e incentivos fiscais, com destaque para o plantio de cana-de-açúcar na cidade de Goianésia e Santa Helena de Goiás. “Goianésia e Santa Helena de Goiás, juntas, geraram 1.799 novos empregos. Atraindo trabalhadores de diversas localidades e desenvolvendo o comércio e o setor de serviços da região. O crescimento de um setor econômico reflete nos demais.” declarou Arquivaldo Bites.

País mantém trajetória ascendente

Com os mais de 105 mil postos de trabalho formais gerados no País em abril, o resultado nacional mantém trajetória ascendente do emprego, ainda que tenha havido uma redução no ritmo de expansão em relação aos saldos de abril dos anos anteriores.

Segundo o ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, que anunciou os números do cadastro em abril, “o País vem mantendo um nível positivo na geração de empregos e não há nenhum indicativo de que essa tendência se reverta nos próximos meses, principalmente nos meses de maio e junho quando será realizada a Copa do Mundo”, ressaltou.

Ele destacou que no acumulado dos quatro meses do ano foram gerados 458.145 postos de trabalho formais e nos últimos doze meses, o aumento alcançou 884.976 postos, um crescimento de 1,13% e 2,20 % respectivamente.

No período de janeiro de 2011 a abril de 2014, considerando os vínculos estatutários e celetistas da RAIS, adicionados ao saldo do Caged 2013 e 2014, já são quase cinco milhões de postos de trabalho (4.959.039 postos) gerados, um crescimento de 11,25% sobre o estoque de dezembro de 2010.

Em nível setorial, os dados mostram que em sete dos oitos setores da economia tiveram aumento no contingente de assalariados com carteira assinada, com destaque para os serviços (+68.876 postos), seguido do comércio (+16.569 postos) e da agricultura (+14.052 postos). O único setor que registrou declínio no saldo de emprego foi a indústria de transformação, com a perda de 3.427 postos de trabalho.

No recorte geográfico, verificou-se expansão do nível de emprego em quatro das cinco grandes regiões, com desempenhos positivos no Sudeste (+75.283) postos ou + 0,35%, com destaque para São Paulo (+ 44.374 postos), que liderou a geração de postos de trabalho no País, seguido de Minas Gerais (+15.133 postos) e Rio de Janeiro (+ 10.944 postos) e na região Sul que gerou 27.723 postos ou +0,37%. O Nordeste , em razão da influência de fatores sazonais, relacionados ao complexo sucroalcooleiro, registrou redução de 15.792 postos ou -0,24%, no emprego em abril.

Fonte: O Popular