Um total de 13.225 trabalhadores entrou no mercado formal de emprego em Goiás no mês passado, número recorde para o período. O resultado é 23,28% superior ao melhor desempenho registrado na série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), ocorrido em fevereiro de 2010, quando foram gerados 10.727. No ano, o saldo (diferença entre contratações e demissões) de empregos com carteira assinada no Estado chega a 27.361, o maior de todos os tempos.

Os números foram divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho. A série de pesquisa do Caged começou em 1992. Em Goiás, os setores que mais geraram empregos foram o da indústria da transformação (3.826), de serviços (3.641) e a agropecuária (3.393), em função da entrada da colheita da safra de grãos.

Expansão
Apenas a Equiplex Indústria Farmacêutica, localizada em Aparecida de Goiânia, contratou 71 trabalhadores no mês passado. Eles estão atuando na produção de medicamentos, na manutenção industrial, na cadeia de suprimentos e na parte administrativa. “O ano começou bom para a indústria farmacêutica. O governo federal vai aplicar R$ 77 bilhões – o maior orçamento da história – na aquisição de produtos farmacêuticos em geral, este ano, e temos de nos preparar para atender a essa demanda. Esperamos aumentar nossa produção em mais 20% agora em 2011”, afirmou o empresário.

Entre os 71 novos trabalhadores contratados pela Equiplex estão a psicóloga Karollyne Perne Nicolau Morais, 23 anos, que está atuando na área de recursos humanos, e Luiz Gustavo, 18 anos, em seu primeiro emprego com carteira assinada, servindo como auxiliar industrial na produção de soluções parenterais. ara Luiz Gustavo, o primeiro emprego está representando uma melhoria da qualidade de vida e nova experiência. “Estou muito empolgado com a nova atividade. Quero me dedicar muito, fazer cursos profissionalizantes e melhorar mais minha posição na empresa.”

Animada
Embora esse seja o terceiro emprego com carteira assinada de Karollyne, ela também está muito animada. “Agora passei a atuar na área em que me especializei e quero dedicar-me mais ainda à profissão. O trabalho abre portas para o conhecimento, nos permite melhorar de vida e ampliar o círculo de relacionamentos”, define a psicóloga.

Em fevereiro, no ranking nacional, Goiás ficou na 7ª posição na geração de empregos formais, atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina.

O presidente do Instituto Pró-Economia, Adriano Paranayba, disse que os dados do Caged, de geração de empregos formais em Goiás, em fevereiro e no ano, mostram que a economia do Estado continua em crescimento. “Acredito que até o fim do ano toda a cadeia produtiva goiana continuará em expansão, favorecendo a abertura de novas vagas de trabalho no comércio e serviços, na indústria e na agropecuária.”

Resultados recordes em todo o País, diz pesquisa

Brasília- No País, o saldo de criação de novos empregos com carteira assinada voltou a bater recorde em fevereiro e fechou o mês em 280.799 vagas, o melhor desempenho para o segundo mês do ano, de acordo com os dados do Caged.

Com a contabilização das declarações de janeiro entregues pelas empresas fora do prazo, o saldo líquido de vagas com carteira assinada naquele mês foi revisado de 152.091 para 167.943. Com isso, no acumulado do primeiro bimestre deste ano, a criação de novos postos de trabalho foi de 448.742, resultado também recorde para o período. A meta do governo para este ano é de atingir 3 milhões de novos empregos formais.

O desempenho positivo da geração de empregos em fevereiro foi disseminado em todas as regiões do País, de acordo com Caged. Todas as regiões registram recorde para o mês na criação de vagas com carteira assinada.

O Sudeste liderou a geração de postos de trabalho com 165.523 vagas, seguido do Sul (59.095) e do Centro-Oeste (32.225), cujo resultado foi recorde para qualquer mês do ano. A Região Norte criou 14.527 vagas e o Nordeste gerou 9.429 postos.

Entre os setores da economia, o ramo de serviços foi o que obteve o melhor resultado, com saldo líquido de 134.342 novas vagas. “O setor de serviços foi influenciado pelos efeitos positivos do carnaval, principalmente nos ramos de hotelaria e restaurantes. Apesar de ter sido em março este ano, em fevereiro já começam os preparativos”, afirmou o ministro do Trabalho, Carlos Lupi.(AE)

Fonte: O Popular