A cesta básica em Goiânia, que fechou o ano passado em R$ 274,67, registrou aumento de 4,37%, o menor entre as 18 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

O consumidor goiano foi beneficiado pelas reduções de 23,05% dos preços do óleo de soja, de 15,37% do café, de 14,41% do feijão e de 7,45% nos preços do açúcar cristal.

Considerando apenas o mês de dezembro, o preço da cesta básica subiu em 15 das 18 cidades pesquisadas, com estabilidade em Vitória e quedas apenas em Aracaju (-0,88%) e Rio de Janeiro (-0,43%). Goiânia e Florianópolis registraram as maiores altas no último mês do ano passado, de 7,95% e 7,86%, respectivamente.

ACIMA DE 10%

De acordo com o Dieese, nove capitais registraram altas acima de 10% no ano passado, com as elevações mais altas em Salvador (16,74%), Natal (14,07%) e Campo Grande (12,38%).

O mercado financeiro, de acordo com a mais recente pesquisa semanal Focus, do Banco Central, espera que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da política de meta de inflação, tenha fechado o ano passado em 5,74%. O resultado oficial será anunciado sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

AUMENTOS

Os preços do leite, da farinha de trigo, batata, banana e do pão francês subiram em 2013 todas as capitais em que foram pesquisados pelo Dieese. O único produto da cesta básica que teve os preços reduzidos em todas as cidades, por sua vez, foi o óleo de soja.

No caso do leite in natura, o Dieese destaca que a alta foi superior a 13% em 17 das 18 capitais pesquisadas, exceção apenas em Manaus, que acumulou variação de 6,18% no ano passado.

Já o preço da farinha de trigo, pesquisada nas cidades do Centro-Sul, subiu devido à dificuldade de importação do trigo da Argentina e perda de parte da produção no Rio Grande do Sul devido às chuvas, de acordo com o Dieese. Devido a isso, as altas chegaram a 67,06% em Florianópolis, 55,56% em Campo Grande, 46,24% em Goiânia, 37,96% em Porto Alegre, 33,47% em Curitiba, 31,25% em Brasília e 30,72% em São Paulo.

Segundo o Dieese, o salário mínimo deveria ter sido de R$ 2.765,44 em dezembro para suprir as necessidades básicas do trabalhador e de sua família.

Fonte: O Popular