Quando vão às compras na internet, os consumidores de Goiânia são os que mais gastam. O valor médio das transações on-line entre os internautas locais, de R$ 384, é o mais alto entre os 100 municípios brasileiros que mais movimentam o comércio eletrônico nacional. Está à frente, inclusive, de grandes metrópoles, como São Paulo e Rio de Janeiro.

Segundo a pesquisa Mapa do E-commerce no Brasil, da Conversion (consultoria especializada em mercado eletrônico), a estimativa de compras virtuais na capital goiana para este ano é de R$ 494,4 milhões. O valor coloca a cidade como a 9ª maior do País em negócios na rede .

O alto poder de compra dos goianienses (cerca de R$ 37,77 bilhões para este ano, conforme a IPC Marketing Editora) é a influência mais direta no tíquete elevado de compra do internauta. Mas os expressivos gastos também podem ser explicados pela limitação do mercado local.

“Produtos muito específicos (em marcas e funções), de maior tecnologia e valor agregado, nem sempre são encontrados por aqui. Por isso o consumidor os solicita pela internet”, afirma o economista Antônio Teodoro da Silva Júnior.

O levantamento também mostra a total concentração dos negócios virtuais goianos numa única cidade. De todas as operações de e-commerce do Estado, quase 87% são feitas em Goiânia. Já no cenário nacional, as transações locais são praticamente insignificantes – representam menos de 1,5% da receita do e-commerce brasileiro.

O técnico em informática Danillo de Faria, 25 anos, já é um consumidor on-line há cerca de cinco anos. Ele cita várias vantagens que o atraem para o comércio virtual. O primeiro é o preço, quase sempre mais baixo na rede do que nas lojas físicas. A economia de tempo e a comodidade também são atrativos. Afinal, na internet, ele consegue pesquisar o produto em diversas lojas de forma instantânea, sem ter de enfrentar trânsito, pagar estacionamento, nem preocupar com segurança pública.

“Tenho o produto na porta de casa, gastando menos, tendo facilidades de pagamento (on-line ou não) e com total confiança, já que acho até mais seguro comprar pela internet”, afirma Danillo, que costuma ir às compras virtuais a cada dois meses para encomendar artigos esportivos, roupas e itens de perfurmaria. Ele gasta, em média, R$ 250 por vez.


Fonte: O Popular