O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), que é a prévia da inflação oficial, fechou setembro em 0,05% em Goiânia, o menor índice do País, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No País, no entanto, a inflação voltou a acelerar este mês, ao subir 0,39%, mais do que a taxa de 0,14% verificada em agosto. Com o resultado, o índice rompeu novamente o teto da meta perseguida pelo governo, acumulando 6,62% nos últimos 12 meses.

Os alimentos consumidos pelos brasileiros voltaram a ficar mais caros, assim como as passagens aéreas e os pacotes de telefonia celular. Diante das pressões, a elevação superou todas as estimativas do mercado e levou algumas instituições a revisarem suas projeções para o IPCA fechado do mês. Levantamento mostra que a inflação oficial deve ficar entre 0,40% e 0,50% em setembro.

“O resultado veio um pouco acima do esperado, pressionado pelas passagens aéreas e alimentos. Já era esperado que os alimentos voltassem a acelerar, mas isso está acontecendo mais rápido do que o previsto”, comentou o sócio e executivo-chefe da Canepa Asset Brasil, Alexandre Póvoa.

Apesar da alta elevada em 12 meses, de 6,62%, a expectativa dos economistas é de que essa taxa desacelere até o fim do ano, fechando 2014 abaixo do teto da meta. O governo tem de perseguir uma inflação de 4,5%, com tolerância de dois pontos para mais ou para menos.

Mesmo assim ficará num patamar elevado. “A pressão que temos é mais estrutural e duradoura, o que é bastante ruim para a economia e para os agentes econômicos”, reforçou Serrano, do Besi Brasil.

Apesar da retomada dos preços dos alimentos e do fim da queda da gasolina (de uma deflação de 0,25% em agosto para uma alta de 0,15% em setembro), a consultoria Rosenberg e Associados espera um IPCA fechado neste ano de 6,3%. A fase de deflação e o fim do período de impacto da Copa do Mundo sobre os preços dos serviços, afirma a Rosenberg, ajudaram a manter a inflação dentro da meta.

O IPCA-15 de setembro também superou a projeção da LCA, embora a consultoria tenha acertado ao prever o fim da deflação dos alimentos e as altas de transportes, vestuário e despesas pessoais. A consultoria prevê também que o IPCA fique pouco abaixo do teto da meta do governo.

Elson Teles, economista do Itaú, diz que, “com base nos dados do IPCA-15 e de outras informações”, a projeção para o IPCA de setembro foi ajustada para cima. Passou de 0,37% para 0,47%. Com isso, a taxa em 12 meses subiria para 6,64%. Para o ano de 2014, o banco elevou sua estimativa de 6,3% para 6,4%, ou seja, ainda mais perto do teto da meta oficial de inflação.

Fonte:  O Popular