Empresa mantém intenção de fechar o MVA em São José, diz sindicato

Na próxima quinta-feira (4), o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campose a General Motors têm a última e decisiva reunião na tentativa de definir o destino de 1.840 trabalhadores que estão com os empregos ameaçados desde julho. O encontro, que acontece às 11h na sede da empresa,  será o quinto e último da rodada de negociações  que teve início no dia 4 de agosto.

Segundo o sindicato, os quatro encontros anteriores não avançaram conforme o esperado e o impasse entre os trabalhadores e a empresa continua.

A expectativa da entidade é que haja intervenção do governo pela manutenção dos empregos na planta joseense da GM – que pretende fechar uma das oito fábricas de seu complexo industrial em 30 de novembro. Os trabalhadores tentam também uma audiência com o governador Geraldo Alckmin ainda nesta semana para discutir o assunto.

“Infelizmente, o discurso da empresa se mantém o mesmo de querer demitir os trabalhadores. Acreditamos que sem a intervenção não será possível resolver o problema. A partir de quinta-feira, caso não tenhamos um retorno positivo pela manutenção dos empregos, vamos ampliar as mobilizações”, disse o presidente do Sindicato, Antônio Ferreira Barros, o Macapá.

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Ele acredita que apesar do fim do prazo definido no cronograma de negociações, as discussões sobre o assunto devem se estender. “Fomos à Brasília na última semana e temos o compromisso do asssessor do ministro Gilberto Carvalho, da Presidência da República, de nos receber para tratar do assunto”, disse o presidente do sindicato. A primeira tentativa do grupo de falar com o ministro, no último dia 25, fracassou.

No próximo dia 16 de outubro, a categoria conseguiu agendar uma audência pública no Senado para levar o assunto aos senadores. “Vamos fazer uma nova caravana, com mais trabalhadores, e seguiremos para Brasília”, explicou Macapá.

Layoff

Desde o último dia 27 de agosto, 940 trabalhadores da General Motors de São José dos Campos estão em layoff (suspensão temporária dos contratos de trabalho). Outros 940 funcionários estão trabalhando normalmente no setor Montagem de Veículos Automotores (MVA) na produção do Classic.

A GM anunciou a intenção de fechar completamente o setor no dia 30 de novembro e não descartou a demissão de 1.840 operários. Até julho o MVA produzia quatro veículos – Meriva, Zafira, Corsa Hatch e Classic.

Desde o início do layoff, os funcionários afastados estão recebendo os salários integralmente por meio do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e estão fazendo cursos profissionalizantes no Senai. Um Programa de Demissão Voluntária também foi aberto.

Negociação

O Sindicato cobra dos governos Federal e Estadual intervenção para evitar as demissões em massa. “Não podemos admitir que uma empresa que importa carros demita. Queremos a nacionalização da produção e o compromisso de empresas que recebem benefícios como a redução do IPI de não demitir. Este é o caso da GM”, disse Macapá.

Segundo a entidade, a GM importou 90 mil unidades em 2011 e deve superar a marca até o final deste ano. Atualmente a empresa importa dois modelos – o Sonic, da Coreia do Sul e o Classic, da Argentina.

A General Motors foi procurada, mas não comenta sobre as negociações com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos.

 

Fonte: G1.com