A gasolina vendida em Goiânia é a 6ª mais cara entre as capitais dos Estados brasileiros, cujo preço do litro chegou a R$ 3,199 na semana passada. Há exato um ano, ela era a 8ª mais barata , quando era comercializada a R$ 2,849, de acordo com pesquisa da Agência Nacional do Petróleo (ANP). A colocação indesejável no ranking este ano ocorreu após sucessivos aumentos, iniciados em setembro do ano passado, quando consumidores ainda pagavam R$ 1,69 e R$ 2,79 pelo etanol e pela gasolina, respectivamente.

Mas às vésperas do feriado prolongado de fim de ano, a exemplo do que tinha ocorrido em anos anteriores, os donos de postos promoveram o quinto aumento de 2013, quando elevaram o litro da gasolina de R$ 3,07 para R$ 3,19, e o do etanol, de R$ 2,17 para R$ 2,27. De setembro até 27 de dezembro do ano passado, a gasolina subiu 40 centavos e o etanol, 48 centavos.

O consumidor também percebe um quadro de discrepância nos preços cobrados por estabelecimentos nos bairros e aqueles localizados em rodovias nas saídas de Goiânia. A diferença de preços chega a 16%, como mostrou O POPULAR no último dia 4. Empresários do setor citam o custo operacional, valor do metro quadrado da área e ganho no volume de vendas para justificar o fato dos postos em rodovias cobrarem quase sempre preços mais em conta, mesmo estando em alguns casos a poucos minutos de distância de outros estabelecimentos dentro do perímetro urbano.

No entanto, mesmo com a escalada acentuada do preço da gasolina e com o goianiense pagando por um dos preços do litro do etanol mais baratos do País, não compensa atualmente aos proprietários de veículos flex abastecer com álcool, que perdeu sua competitividade – ainda que tenha subido proporcionalmente menos que o combustível fóssil.

MOTIVOS

A argumentação de representantes dos postos de combustíveis foi de que a elevação era decorrência de reajuste promovido pelas distribuidoras. Eles alegaram também que houve aumento da pauta do Imposto sobre Circulação e Mercadorias e Serviços (ICMS). Na oportunidade, entretanto, o gerente-interino de combustíveis da Secretaria da Fazenda do Estado de Goiás (Sefaz), Pedro Rodrigues Borges, garantiu que não houve aumento da base de cálculo da alíquota da segunda quinzena de dezembro para cá.

Inclusive, esclareceu que a elevação da base de cálculo não é justificativa para aumento de preço nas bombas de combustíveis. “É o inverso. Nós fazemos o levantamento e, baseado nos preços das bombas, definimos a pauta”, explica. A alíquota do ICMS é de 13,5% para o óleo diesel, 22% para o etanol e 29% para a gasolina. Algumas distribuidoras admitiram que os produtos tiveram aumento de preço em função do crescimento da demanda.

À época, gerentes de postos de combustíveis que permaneceram com o preço antigo garantiram que não houve alteração de valor por parte das distribuidoras. Na ocasião, O POPULAR visitou 16 postos e constatou que o aumento foi praticado nos setores centrais, enquanto o preço permaneceu o mesmo nos mais afastados. Como nos anteriores, alguns postos ficaram sem combustível por algumas horas.

Fonte: O Popular