A reportagem de O POPULAR conversou com representantes e donos de postos de combustíveis, que não quiseram se identificar mas afirmaram que a oscilação de preços acompanha a dinâmica do mercado. Eles ressaltam que algumas distribuidoras, a fim de abocanhar uma maior fatia do mercado, nestes últimos dias promoveram redução nos valores do litro do etanol e da gasolina. “Elas querem fazer volume e ganhar alguns clientes e para isso fazem algumas promoções”, diz um proprietário de posto.

O gerente de outro posto de combustível explicou que mesmo empresas que não conseguiram adquirir produtos com preços mais baixos são obrigadas a recuar a margem de lucro se não quiser assistir o movimento diminuir. “A concorrência é alta e se os postos vizinhos abaixam os preços também temos de reduzir”, diz.

A reportagem levantou os preços de 20 postos de combustíveis instalados em 12 setores diferentes. A maioria está adotando preços de R$ 3,17 para o litro da gasolina e R$ 2,17 para o do etanol. Na prática, esses valores são cobrados em postos localizados em setores mais valorizados, como Setor Bueno, Setor Nova Suíça, Região Central e Setor Pedro Ludovico. Ao começar a se afastar dessas regiões, é possível encontrar combustíveis mais baratos.

Nos setores Sul e Universitário, por exemplo, os combustíveis já foram remarcados e a gasolina estava sendo vendida ontem a R$ 2,99 e litro e o etanol, a R$ 1,99 – uma diferença de 5,67% e 8,3% se comparado aos valores mais altos.

Ao deparar com esses preços na tarde de ontem, o comerciante Regis da Silva Siqueira levou um susto ao chegar ao posto de combustível no meio da tarde de ontem. “Vou procurar combustível mais barato”, disse.

Ele afirmou que consome um tanque de gasolina por semana e esse aumento vai pesar no orçamento doméstico. E vale a pena pesquisar. A menos de um quilômetro de distância de onde estava, outro posto de combustível vendia o litro da gasolina a R$ 2,89 e do etanol a R$ 1,89 – uma diferença de 8,8% e 12,9%.

Com este aumento de preço, a empresária Nathalya Alcântara prevê uma mudança nos hábitos de consumo. Moradora de Guapó, desloca todos os dias para trabalhar em Goiânia. Antes do aumento gastava cerca de R$ 800 mensais. “Estou estudando dividir combustível com outra pessoa ou começar a vir de ônibus. Não dá mais”, diz.

A queda no preço das bombas de combustíveis em meados de setembro foi a principal responsável por segurar a inflação em Goiânia mês passado.

Contrabalanceando com os aumentos da energia elétrica e do gás de cozinha, o índice inflacionário fechou em 0,40%, segundo levantamento Índice de Preços do Consumidor (IPC) divulgado no último dia 6 pela Secretaria Estadual de Gestão e Planejamento (Segplan).


Fonte: O Popular